Numa das nossas ações de formação em Power BI aplicado a gestão e finanças, fui confrontado com uma questão interessante: um dos formandos, o responsável financeiro de uma grande empresa de prestação de serviços de catering, pretendia uma previsão da procura de refeições servidas em cantinas que dependesse, entre diversos outros fatores, do tempo. Pela experiência dele no setor, quanto melhor estiver o tempo, menos as pessoas recorrem às cantinas e mais aproveitam para fazer as refeições fora. 

Como construir a previsão do tempo para um conjunto de cidades de forma automática e que sustente um modelo de previsão da procura em Power BI?

A capacidade para reduzir o custo marginal da obtenção de dados, que após editados e transformados, serão a base para a tomada de decisão de praticamente tudo o que acontece nas organizações e a construção de dashboards interativos, automatizados e permanentemente atualizados são dois objetivos importantes e cada vez mais ao alcance do gestor financeiro. Estas mudanças, impostas pelas novas tecnologias de business intelligence, estão a tornar as competências de vários profissionais obsoletas.

Fico sempre surpreendido quando questiono os formandos do curso Excel para finanças sobre a relevância do indicador Rentabilidade do capital investido (RCI), provavelmente a métrica mais determinante para avaliar a capacidade de uma empresa criar valor. A fórmula de cálculo é relativamente simples de compreender e o seu significado também. Então, porque é que poucos sabem o que é uma RCI alta ou baixa? E como relacionar a RCI com a estratégia competitiva da empresa? 

Bastava comprar ou produzir algo para depois vender mais caro. A verdade, hoje, é que com a evolução dos mercados, mas sobretudo com a evolução da sociedade, esse requisito torna-se, por si só, insuficiente para criar um novo negócio.

O número de utilizadores ativos do Facebook é atualmente de 1.654 milhões de acordo com o portal de estatísticas Statista. Cerca de 22% da população mundial acede regularmente à rede social para partilhar a sua vida com o resto do mundo. Para as empresas, em particular para o marketing, a informação que os utilizadores diligentemente oferecem ao Facebook é tudo com que sempre sonharam. Muito bem, o novo Facebook Audience Insights pode ser o sonho tornado realidade: fornece o acesso aos dados dos seus utilizadores de forma agregada e organizados por fatores demográficos, geográficos e de acordo com os seus interesses…

Uma marca forte traz muito consigo: a capacidade de atrair e reter mais clientes, preços de venda tendencialmente mais elevados e um grande poder de convocatória junto dos melhores colaboradores do mercado. Se a sua marca é forte, o seu nome ou o nome da sua empresa são bem vistos no mercado e não precisa de grande esforço para se apresentar porque todos o conhecem. Descubra aqui algumas coisas importantes que pode fazer para valorizar continuamente a sua marca e aproveitar todos os seus benefícios.

Já defendi aqui anteriormente que ser mais um, no meio de muitos outros, a lutar pelo preço não é uma estratégia viável para empresas de serviços. Se por um lado a regulação do exercício de determinadas profissões conduz a uma certa padronização no modo de trabalhar e agir (e ainda bem, na medida em que salvaguarda os interesses dos profissionais e seus clientes), por outro, a diferenciação estratégica impõe-se como obrigatória como via de acrescentar mais valor aos clientes.

A análise do desempenho do lançamento de novos produtos ou de novas empresas pouco beneficia das métricas tradicionais da contabilidade. Os rácios financeiros, o balanço e as demonstrações de fluxos de caixa são importantes mas não tão importantes como saber se o novo produto possui as características que o consumidor quer e se este está disposto a comprá-lo e em que condições. Inspirada pela filosofia Lean, surge a innovation accounting, a contabilidade que pretende medir rigorosamente a eficácia da inovação.

O custo de conquistar um novo cliente é muito elevado. Se tivermos em conta todo o esforço de marketing necessário para conquistar um novo cliente, seja a comunicação, a publicidade, a organização de eventos, as promoções comerciais, o serviço pro bono, entre vários outros recursos necessários, chegamos rapidamente à conclusão que é mais rentável investir numa carteira de clientes existente do que depender da aquisição de novos clientes. Para maximizar o ROI do marketing junto de clientes existentes, muitos gestores estão a apoiar-se na inteligência emocional, essa competência comprovadamente mais importante do que o QI e do que o conhecimento técnico.

É muito difícil diferenciar um serviço de contabilidade. Talvez seja da natureza da contabilidade não existir diferenciação (é suposto que todos adotem as mesmas regras), ou talvez o cliente não espere nada mais do serviço além do básico (e tudo o que lhe interesse seja o preço mais baixo). Neste contexto, uma estratégia de diferenciação pode ser arriscada, na medida em que não é certo que funcione como angariador de novos clientes nem como garante de um serviço melhor remunerado, mas talvez seja mesmo a única possível num mercado saturado onde todos parecem iguais e onde todos concorrem pelo preço.