quinta, 11 outubro 2012

Felicidade Organizacional já em Portugal!

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Foi divulgado recentemente um dos primeiros estudos realizado em Portugal sobre felicidade organizacional. Se não quer ler o estudo todo, leia este artigo que escrevemos a pensar em si, através do qual ficará com uma perspetiva resumida das descobertas.

A consultora Horton International em parceria com George Dutschke, da Universidade Atlântica e Julio García del Junco, da Universidade de Sevilha apurou que os trabalhadores portugueses consideram-se "quase, quase" felizes! O projeto de investigação denominou-se Happiness Works.

Resumindo, numa escala de 1 a 5, que considera que um trabalhador é feliz quando a resposta é igual ou superior a 4, o grau de felicidade dos portugueses é de 3,6.

Os portugueses relatam mais elevada sensação de felicidade laboral na função do que na empresa, ou seja, os portugueses atingem 3,7 na categoria "função desempenhada" e 3,4 na categoria "empresa". O valor médio da felicidade é de 3,4.

O Sector "construção e imobiliário" reporta ser o MAIS FELIZ (com índices de 4,1), e em oposição, os menos felizes parecem ser os trabalhadores do Estado e da área de transportes e logística (com valores de 3,2).

A metodologia passou pela aplicação de um questionário que apura em que medida os colaboradores são felizes na organização e na função.

As três grandes conclusões deste estudo sobre os trabalhadores portugueses refletem que:

  1. O reconhecimento, a possibilidade de desenvolvimento pessoal e profissional e o ambiente de trabalho são muito importantes para a felicidade na organização;
  2. A remuneração tem um peso importante mas não está nas três primeiras dimensões de importância;
  3. Ter os recursos necessários para o correto desempenho da função é uma dimensão muito importante para a felicidade profissional.

Apesar de ter sido realizado com uma amostra relativamente pequena de 810 profissionais, o estudo já ilumina o caminho, pois o conceito de felicidade organizacional começa a demonstrar-se o futuro da melhoria do trabalho e do mercado laboral. Começamos a afastarmo-nos de conceitos já muito estudados e antiquados como é o caso do burnout, stress no trabalho, insatisfação, depressão, etc. e aproximamo-nos de uma cada vez maior compreensão de como funcionam as pessoas que são felizes no trabalho e como é que elas atingem essa felicidade!

Só compreendendo que tipo de estratégias usam as pessoas felizes, poderemos (nós, sociedade e nós, empresas) procurar promover a felicidade dos que não são totalmente felizes profissionalmente!

Georg Dutschke, co-autor do estudo deixa-nos com a seguinte afirmação: "Sabendo que colaboradores mais felizes são mais produtivos e contribuem para uma maior performance da organização, é fundamental que as organizações em Portugal saibam como manter os seus colaboradores felizes, não apenas na organização, mas também, através da função que lhes é confiada. Esta perspetiva, bastante mais abrangente do que apenas garantir a satisfação dos colaboradores, deve ser uma preocupação constante e da responsabilidade da boa prática da gestão".

Eu, termino com um autor muito mais antigo, Confúcio (Pensador e filósofo Chinês, 28 de Setembro de 551 a.C.  – 479 a.C.) que afirmou: "Encontra um trabalho que te deixe feliz e nunca mais terás de trabalhar."

No entanto, a famosa hipótese do trabalhador feliz/trabalhador produtivo, não é partilhada por todos os investigadores do ramo. Algumas pessoas acreditam que felicidade e trabalho não têm qualquer relação, sendo antes contraditórios: feliz é quem não trabalha!

E você? O Que é que acha?

 

Para saber mais, visite os links:

Site da Horton Internacional Portugal

Dutschke , G. (2011). A felicidade e a sustentabilidade das organizações. Revista Exame. Novembro. [Versão Electrónica]. Consultado em Outubro de 2012 e disponível em: http://www.slideshare.net/GVM_horton/ensaio-exame-happiness-works

Patrícia Araújo

Patrícia Araújo é Escritora, Consultora de RH e Formadora. É Psicóloga (Membro da Ordem dos Psicólogos Portugueses) e Mestre em Psicologia Organizacional pela Universidade do Porto e paralelamente é professora de Yoga., exerce consultas de psicologia (orientação psicologia positiva-humanista), sendo também docente universitária. Contacto: pattaraujo@gmail.com

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