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Depois de tudo o que li em blogues e no Twitter e depois de todos os programas e iniciativas de inovação do Governo, sinto a necessidade de revisitar as definições destas palavras-chave. Embora a inovação, a invenção e os empreendedores sejam importantes e estejam, de certa forma, interligados, não são sinónimos e têm necessidades, intenções e propósitos diferentes. Quer por acaso ou de propósito, não permitimos que signifiquem a mesma coisa.
São muitas as empresas em dificuldades neste momento. Quando a economia entra em recessão, a maior parte começa por perder alguns clientes e sofrer prejuízos. Se não reagem atempadamente, é quase certo que estas empresas entram numa espiral negativa: reduzem custos, endividam-se excessivamente e comprometem o futuro. Veja como pode inverter esta tendência. Por muito difícil que seja sobreviver ao clima económico dos nossos dias, inovar continua a ser uma obrigação. Apenas as empresas mais inovadoras vão continuar a existir num futuro próximo. As restantes provavelmente vão desaparecer.
Mas a crise económica pode oferecer também algumas oportunidades interessantes para inovar como a História demonstra. Se analisarmos as recessões anteriores poderemos aprender alguma coisa que nos ajuda não só a sobreviver, mas também a crescer. E uma vez atravessada a crise, estaremos muito melhor preparados. Aqui ficam as nossas sugestões para inovar durante a crise. Nos últimos seis ou sete anos, certamente desde cerca de 2003 ou 2004, tem havido uma atenção maior sobre a inovação em muitas empresas. Acho que a razão para isso foi impulsionada por vários factores, incluindo um aumento da concorrência, especialmente a capacidade de crescimento da Índia e da China. Penso também que os custos de informação têm caído como a web se tornou mais amplamente utilizada, e os consumidores estão mais exigentes. Finalmente, acho que o enfoque na redução de custos e no outsourcing está a chegar a um limite natural. A maioria das tarefas que poderiam ser cortadas, reduzidas ou subcontratadas já o foram. Muitas empresas nos os E.U.A. já são relativamente magras, e precisam de se voltar novamente para o crescimento e diferenciação. A inovação é o processo de construir algo diferente e melhor. Inovar não significa sempre fazer novo. Pode ser uma mudança na forma de produzir um bem de forma mais rentável ou mais rápida, por exemplo. A inovação tornou-se num processo crítico para as empresas. É através da inovação que as empresas se diferenciam da concorrência atraindo a atenção dos consumidores. Podemos mesmo afirmar que a capacidade para inovar é uma das principais fontes geradoras de valor. Quando as empresas não inovam, imitam, são apenas mais um aos olhos do consumidor. As empresas que imitam sujeitam-se a concorrer exclusivamente pelo preço na maior parte dos casos. Nas empresas, a inovação não acontece por acaso. É um processo que envolve várias etapas. Através deste processo, as empresas são capazes de converter ideias em produtos, que servem necessidades dos consumidores proporcionando lucro aos seus proprietários. Tipicamente, o processo de inovação implica criatividade e geração de ideias. Para que isso aconteça, as empresas têm de alocar recursos suficientes. Isso implica dar algum tempo livre às pessoas para desenvolver novos projectos, financiar a concepção e teste de novos métodos de produção e aceitar o fracasso de uma parte significativa das ideias apresentadas. Implica sobretudo investir num processo que não garante resultados imediatos. Dado que a inovação não tem resultados imediatos, existindo sempre um intervalo de tempo entre o início do processo e o retorno do investimento, os seus benefícios são sentidos apenas a médio ou longo prazo, caso a introdução da inovação seja bem sucedida. Na realidade, ao investirem em Investigação e Desenvolvimento (I&D) e inovação, as organizações estão a retirar parte dos lucros de hoje para garantir que continuarão a ter lucros amanhã, para sobreviverem num mercado cada vez mais predatório, tomando deste modo uma atitude proactiva.
O ciclo da gestão integrada da inovação engloba diversas fases, desde a sua concepção mental até à divulgação e difusão da mesma, visto que sem este último passo, a inovação é irrelevante e muito dificilmente terá sucesso. Então, é de extrema importância que, após ter atravessado todas as fases do ciclo de inovação, se proceda à divulgação da mesma, visto que nos dias de hoje todas as invenções ou criações introduzidas no mercado têm um ciclo de vida muito curto, ou seja, chegam à fase do declínio cada vez mais depressa, onde a maioria se torna totalmente obsoleta. Veja-se o exemplo claro dos telemóveis e dos computadores. Poucas semanas, ou até poucos dias, após o seu lançamento, surgem rapidamente novas inovações no mercado que actuam como bens ou serviços substitutos, isto é, é raro o caso em que uma inovação se aguenta como "topo de gama" por muito tempo, dada a velocidade vertiginosa a que a tecnologia se desenvolve actualmente. Tendo em conta todas as más notícias sobre a economia e a tendência para fazer sacrifícios e reduzir despesas, a maior parte dos negócios não consegue fazer grande coisa em termos de inovação. Há demasiados factores no mercado a precisar de atenção - a crise da indústria financeira, a possibilidade de mudanças no sistema de saúde, o abrandamento económico, a fiscalidade e o facto de tudo abrandar sempre durante o Verão. Todos estes factores e mais alguns fazem com que a inovação seja posta de lado, mesmo nas empresas mais inovadoras.
Existem inúmeras ferramentas de gestão que muitos de nós desconhecemos, desde aplicações complexas como programas de gestão integrada de vários módulos e departamentos da empresa, como a simples softwares que podem facilitar a vida a muitos gestores, nomeadamente aos departamentos de Recursos Humanos, Marketing e áreas afins.
Num mundo em constante inovação tecnológica, onde investimentos em Investigação e Desenvolvimento (I&D) começam a ter um papel de destaque e começam a desenvolver um carácter simbiótico com as empresas de topo, torna-se cada vez mais necessário proteger o Know-how, que advém dos investimentos em inovação das mesmas. Com isto, os mecanismos de defesa da propriedade intelectual desenvolvida pelas organizações transformam-se, cada vez mais frequentemente, em factores críticos de sucesso de inúmeras empresas.
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