A velha maneira de alcançar a escassez, e logo o sucesso, era através do controlo - controlo de recursos, controlo de propriedade, controlo de distribuição, controlo de capital, controlo do imobiliário, controlo de conhecimento, e até controlo de interacções entre as pessoas. Paradoxalmente, nos dias de hoje atingimos o sucesso ao desistir do controlo.
Considere a venda: uma abordagem universalmente e temporalmente aceite. Hoje, a simples palavra "vendas" invoca tácticas de controlo como "pé na porta" e "técnicas de fecho". Os consumidores de hoje em dia repelem este tipo de estratégias. Eles querem sentir-se informados e cuidados. Eles querem respeito e compreensão. Eles querem que abrande e se foque intensivamente e assertivamente neles e nos seus sentimentos.
Este novo desejo criou uma nova escassez, e um momento no tempo que tem mais possibilidades do que em qualquer outro período na história dos negócios. E a única coisa que está entre você e os resultados que verdadeiramente deseja - e a sua necessidade de os controlar. O controlo esconde as oportunidades. O controlo é guiado pela necessidade do seu ego se servir a si próprio. O Controlo é uma ilusão que pega para principalmente aliviar os seus medos. Nós queremos acreditar no contrário.
Nós queremos acreditar que o controlo é uma coisa boa - um atributo de um indivíduo forte. Na nossa maneira de pensar assumimos que ao estar no controlo podemos prevenir más surpresas e obter precisamente o que desejamos da vida. Nada podia estar mais longe da verdade.
A necessidade de controlo vem da insegurança. É baseada no medo; medo do desconhecido, medo de falhar, medo de ser julgado pelos outros, medo da perda, medo de não fazer dinheiro. E este medo é o que nos impede de descobrir a nossa verdadeira paixão e objectivo. Impede-nos de fazer o que fazemos melhor e de deixar os outros fazer o que sabem melhor. Suprime o crescimento e afasta os outros de nós.
Os grandes líderes compreendem as distinções dos mercados tumultuosos de hoje. Eles abdicaram da necessidade de controlar os acontecimentos, chegaram a um acordo com os seus egos, e estão dedicados a acrescentar valor a felicidade à vida das pessoas. Eles inspiram. Eles abraçam a mudança. Eles aceitam a incerteza do futuro.
Quer ser destemido neste novo e complexo ambiente? Quer ultrapassar a impaciência e cepticismo do conhecimento dos consumidores e trabalhadores de hoje em dia e criar alguma coisa verdadeiramente insuficiente? Mude simplesmente as suas intenções. Comece agora mesmo a ouvir a sua voz interior e nunca mais aja sem antes se perguntar a si próprio: "Estou apaixonado e orgulhoso desta abordagem? Isto é uma coisa simpática para se dizer ou fazer?"
Quando cria esta abertura e excitação pela vida, o sentimento irradia interiormente e para os outros à sua volta. Simpatia sincera pelos outros irá agir como um antídoto para reduzir o medo e a ansiedade. Não vai ter medo do que os outros pensam ou se terá sucesso ou não. Irá simplesmente sentir-se bem com o esforço para interagir, e ajudar, os outros.
Deixar de controlar irá criar igualmente uma enorme sensação de alívio interno. Ao desistir de controlar, não terá de fingir ser perfeito, de saber tudo. Pode colocar grandes expectativas e contudo evitar o desapontamento que chega quando se tenta fazer micro-gestão com as pessoas e os acontecimentos à nossa volta. Ao permitir-se o inesperado, ficará atento e no presente.
Liberte-se da sua mente ansiosa. Sinta e compreenda com o seu coração e instinto. Não seja silenciosamente cínico ou apático. Não pressione ou persuada. Seja aberto e optimista, empático e simpático. Desista do controlo. Desista de tentar ser o melhor do mundo e em vez disso foque-se no que realmente interessa: ser o melhor para o mundo. Deixe desvanecer com a velha economia as grandes ambições de riqueza, status e poder. Vai ser preciso tempo e paciência, mas irão fazê-lo escasso....e com sucesso.

