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Abra os Olhos (e o Coração) da sua marca

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Na semana passada, recebi isto no e-mail, com o título "NAB SmartBrief:"

"O "desafio" da rádio não consiste em manter a audiência ou em mudar a programação, mas sim em convencer os patrocinadores de que o meio ainda é válido", segundo Jeff Smulyan, presidente da Emmis. "O desafio é a percepção", disse Smulyan durante uma conferência com analistas.

 

A sério? Ouvi o mesmo do director da General Motors há alguns meses atrás. Basicamente, ele atribuía as culpas para a queda da empresa à desinformação e má informação do mercado: "A culpa é dos consumidores, estúpido!" Ou se calhar dos consumidores estúpidos. De qualquer forma, e com todo o respeito, se se acredita que é preciso "convencer" os clientes idiotas do valor daquilo que se está a oferecer, é porque não se está a oferecer nada realmente valioso. Hoje em dia, se se tivesse algo de valor e se as pessoas estivessem interessadas, iam descobrir sozinhas.

Então qual é o segredo? Como é que nos podemos destacar e fazer com que a nossa organização cresça num mercado hipercompetitivo e que muda tão depressa? É simples (mas não fácil): Muda-se com o mercado! Como a Branden tornou óbvio, é preciso ter percepção e predisposição. Mas, antes de mais, é preciso lidar com a perda, com a dor inevitável provocada pela perda relevante, algo de que se tem de se estar à espera quando se deixa que uma organização se desvie do ambiente externo.

As cinco fases da Dor Organizacional

Recentemente, experienciei a atrofia organizacional juntamente com alguns amigos próximos (os pormenores são irrelevantes), e apercebi-me de que cada um de nós estava a passar por diferentes fases de dor. Partindo do princípio de que também se encontra num estado de organização estagnado ou decadente, veja se consegue discernir o seu estado actual de dor, segundo o modelo Kübler-Ross. Acrescentei comentários para elucidar o estado de espírito que encontrei em muitas organizações em dificuldades (Atenção: os passos não seguem necessariamente a ordem apresentada):

  1. Negação - "Não, nós estamos bem. Somos viáveis. Estamos tão bem como eles, se não mesmo melhores. É só um problema de comunicação e percepção. Ou uma questão de timing."
  2. Revolta - "O que é que eles querem? Deviam abrir os olhos. E tu? Por favor, trabalha com mais afinco. E melhor! Mas porquê nós? Isto não é justo."
  3. Negociação - "Deixa-me tentar mais um pouco, até conseguir safar-me. Não peço mais nada."
  4. Depressão - "Acabou. Tentámos. Estamos perdidos. Que se lixe! Para que hei-de dar cabo da cabeça? Para quê? O que é que eu ganho com isso?
  5. Resignação - "Os tempos mudaram, nós não. Não há problema, nós também podemos mudar. Vai ficar tudo bem, ainda que diferente. Vamos parar de envelhecer e começar a crescer!"

Se fizer parte de uma organização em dificuldades, provavelmente ficou com o número 1, 2 ou ambos. (Não há muitos 3 ou 4 a ler o meu trabalho. Para que tentariam?) Por isso, a solução consiste em passar rapidamente pela fases da dor de gestão, aceitar a situação e tratar de acrescentar valor ao que faz. Trate de criar um modelo novo, em conjunto com pessoas iluminadas e inspiradas, com uma perspectiva única e singular de fora para dentro. Uma perspectiva que rapidamente apresente produtos, serviços, conteúdos e experiências que as pessoas querem conhecer, partilhar, sentir e desejar ao longo dos dias stressantes.

Abra os Olhos (e o Coração)

Está na hora de acordar e ver a negação como ela realmente é: uma resposta defensiva a forças externas. É uma simples forma de fugir à realidade e aos conflitos, desacordos e decisões difíceis que surgem com o confrontar com a realidade. É uma mera armadura psicológica para nos protegermos da dor a curto prazo e do risco do desconhecido. Usamos essa armadura para "parecermos bem" e "em controlo". E... isso acaba por fazer com que percamos a paixão e vai matando a nossa vida e a da nossa organização.

Só existe uma forma de avançar: avançar de forma rápida e estratégica; parar de falar e começar a agir. Fazer com que todos sintam excitação em relação ao futuro e se envolvam e empenhem pessoalmente nos pormenores. Sim, trata-se de visão e de valores, mas também se trata de se preocupar profundamente com as pessoas e acrescentar valor às suas vidas, de forma consistente e criativa. É preciso ter empatia, coragem, determinação e uma atitude de "fazer as coisas". F. Scott Fitzgerald afirmou que "A vitalidade revela não só a capacidade de persistir, mas também de começar de novo." E eu concordo. Mas é o líder que tem de fazer com que as coisas aconteçam.

A vitalidade começa no topo.

«Uma marca é uma promessa, e, afinal, é preciso cumprir as promessas. Um produto é o artefacto da verdade de uma promessa . A Coca-Cola promete revigoramento; a Gateway Computer promete ser o nosso guia pela pradaria de Silicon Valley. Não há diferença entre o que se vende e aquilo em que se acredita.»

Watts  Wacker,  futurista


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Tom Asacker

Tom Asacker

Tom Asacker é consultor independente, professor universitário e autor de vários livros sobre marketing, branding e empreendedorismo.

Website: www.acleareye.com/
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