Líderes eficientes assumem compromissos e "estão plenamente conscientes de que não controlam o universo". O líder eficaz, escreve Peter Drucker, faz "o que está certo e é desejável", e vê "a liderança como uma responsabilidade". Drucker sublinhava a necessidade de o líder estar consciente das suas responsabilidades perante outros trabalhadores. Líderes eficazes querem que os outros sejam fortes. Encorajam e alimentam o crescimento e, em última instância, consideram-se "responsáveis por erros de associados e subordinados".
David McClelland, um conceituado psicólogo americano, examinou os mesmos problemas da liderança e gestão. Escreveu:
Um bom gestor é aquele que, entre outras coisas, ajuda os subordinados a sentirem-se fortes e responsáveis, os recompensa correctamente por um bom desempenho e garante que as coisas estão organizadas para que eles sintam que sabem aquilo que deveriam estar a fazer. Os gestores deveriam cultivar nos subordinados um sentido forte de espírito de equipa, de orgulho por trabalhar numa equipa.
McClelland examinou a diferença entre gestores que pretendiam ter sucesso e gestores que queriam poder. Os primeiros eram centrados em si próprios, desejando melhorar e ser amados, enquanto os segundos pretendiam ter um impacto na empresa e influenciar os outros, motivando-os para o sucesso. O desejo de poder, porém, não era ditatorial: estava disciplinado segundo o desejo de servir a empresa.
Este género de poder contém um grande sentido de responsabilidade e espírito de equipa. Gestores motivados pelo poder fazem com que os seus subordinados se sintam fortes e não fracos. Formam, em vez de mandar. Os bons gestores "devem estar interessados em jogar o jogo da influência de forma controlada". Os gestores de sucesso nos estudos de McClelland partilhavam as mesmas características gerais. Gostavam de trabalhar e possuíam uma visão de maior alcance e um sentido apurado da justiça.
- Estavam dispostos a sacrificar-se;
- Eram emocionalmente maduros;
- Eram menos egocêntricos;
- Eram menos defensivos;
- Estavam dispostos a procurar conselhos;
- Estavam pouco preocupados com posses pessoais.
O trabalho original de McClelland foi efectuado em organizações vastas e hierarquicas, mas continuou a estudar gestores em empresas quer centralizadas quer descentralizadas, e afirma que as características já mencionadas "emergem constantemente como factores de distinção entre gestores de nível mundial e gestores medíocres".
Um bom líder deve ser motivado por um sentido de responsabilidade e consciência social. No seu desejo de equilibrar lucros e objectivos, conduz a empresa na construção de uma visão e de uma alma, mantendo-a ao mesmo tempo sólida, com técnicas de gestão saudáveis e responsáveis.

