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Esta folha de cálculo permite introduzir os balancetes mensais de dois anos e obter automaticamente o Balanço, a Demonstração dos Resultados e a Demonstração dos Fluxos de Caixa conforme Sistema de Normalização Contabilística (SNC).

A Demonstração dos Fluxos de Caixa é uma das demonstrações financeiras previstas no novo Sistema de Normalização Contabilística (SNC).

Tem por base a IAS 7 - Demonstração de Fluxos de Caixa e é de apresentação obrigatória por todas as empresas que apliquem as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF), não estando prevista, no entanto, para entidades abrangidas pela Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades (NCRF-PE).

É o valor líquido do património de uma empresa. O capital próprio é a diferença entre os activos e passivos, ou seja, a diferença entre tudo aquilo que a empresa possui e deve a terceiros.

Portanto, se a empresa vender todos os seus activos e pagar todas as suas dívidas, ficará com o capital próprio.

O capital próprio expressa o valor contabilístico da empresa. Quando os investidores pensam em comprar empresas, analisam cuidadosamente o valor do seu capital próprio.

Note-se que o capital próprio pode ser negativo no caso de os passivos serem superior aos activos; nulo, no caso em que se igualam; ou positivo, caso os activos sejam superiores aos passivos.

Numa perspectiva pessoal, este conceito também se aplica. Por exemplo, se possuir uma casa no valor de €200.000 e tiver contraído um empréstimo bancário para o efeito no valor de €150.000, o valor do seu capital próprio será de €50.000. Este é o valor que realmente lhe pertence. Mas se não tiver contraído qualquer dívida para comprar a mesma casa, o valor do seu capital próprio seria de €200.000.

As demonstrações financeiras são uma das peças centrais do trabalho contabilístico.

No novo Sistema de Normalização Contabilística (SNC), estão contempladas nas Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF) 1 - Estrutura e Conteúdo das Demonstrações Financeiras - e 2 - Demonstração de Fluxos de Caixa.

 

A Estrutura Conceptual é um documento autónomo do SNC publicado pelo Aviso n.º 15652/2009, do Diário da República N.º 173, Série II, de 7 de Setembro de 2009, que tem por base a Estrutura Conceptual do "International Accounting Standards Board" (IASB).
Não é uma norma, nem define normas para qualquer mensuração particular ou divulgação e estabelece os conceitos subjacentes à preparação e apresentação das demonstrações financeiras para utentes externos.

O novo Sistema de Normalização Contabilística (SNC), tema de conhecimento generalizado e de forte discussão nos meios de comunicação, académicos e empresariais, é o mais recente paradigma da disciplina portuguesa em matéria de contabilidade.
Com entrada em vigor em 1 de Janeiro de 2010, este modelo constitui a reacção nacional à evolução comunitária.

As preocupações da harmonização ultrapassaram as fronteiras dos países e a globalização tornou-se uma realidade, alargando as fronteiras físicas. É neste contexto que surge a maior procura de uniformidade de comportamentos e procedimentos contabilísticos na estrutura do relato financeiro, visível na produção de normas de contabilidade com âmbito internacional.

A contabilidade é o processo de classificação, registo e organização dos factos com impacto patrimonial numa organização. Além destas funções, a contabilidade tem vindo a assumir um papel pró-activo na análise da performance e na recomendação de acções com vista à sua melhoria. Nos dias de hoje, a contabilidade é considerada a linguagem dos negócios porque é a forma normalizada de tratar e apresentar a informação financeira das empresas. Permite por isso a comparabilidade do património e do desempenho entre empresas.

Podemos dividir a contabilidade em duas vertentes. A vertente financeira, que trata a empresa como um todo proporcionando informação relevante para os proprietários e entidades externas como credores, fornecedores, clientes e o Estado e a vertente de gestão, que apresenta a informação financeira de forma passível de ser analisada por gestores para a tomada de decisão. A contabilidade financeira e a contabilidade de gestão usam assim metodologias diferentes.

A contabilidade financeira é uma obrigação legal para as sociedades. Justifica-se esta obrigação pela necessidade de tributar o lucro das empresas de forma objectiva e imparcial. Além disso, a contabilidade funciona como uma garantia para os credores e investidores, assegurando o correto tratamento dos factos patrimoniais das empresas.

A NCRF 7 apoia-se na IAS 16 e define-se pelo objectivo de determinar o procedimento a adoptar no registo de activos tangíveis. A análise destes activos, de uma determinada sociedade, permite identificar a forma de investimento utilizada, bem como as alterações a este investimento e porventura as necessidades futuras de novos activos.

Esta norma contabilística reúne os conceitos de três diplomas: a IAS 32 – Instrumentos financeiros - Apresentação; a IAS 39 – Instrumentos financeiros – Reconhecimento e a IFRS 7 – Instrumentos financeiros Divulgação.

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