Na época em que elaborou os "Sete Esses", Richard Pascale era professor da universidade Stanford Graduate School of Business, lecionando a disciplina de "sobrevivência organizacional" no MBA. Foi desde então que iniciou sua carreira de consultor independente.
Trabalhou na Stanford Graduate School of Business durante 20 anos e depois mudou-se para a Escola da Universidade de Oxford Saïd Business, sendo Membro Associado.
Em 1970, trabalhou como consultor na McKinsey & Company e fez uma grande parceria com Tom Peters. Eles conseguiam dar grandes soluções vendo todos os lados dos problemas, numa época em que os americanos estavam desmotivados devido à superioridade das indústrias japonesas. Enquanto Peters dizia para os americanos ficarem calmos porque possuíam empresas excelentes, Pascale ensinou-os a olhar para os seus concorrentes (indústrias japonesas) e tirar lições boas para eles também (actualmente isto é conhecido como benchmarking).
Seu reconhecimento deve-se também ao "Efeito Honda".
Pascale trabalha ainda como CEO em diversas equipas importantes relacionadas com a gestão de grandes empresas como AT & T, British Petroleum, Ciba Geigy, General Eletric, Intel, Marriot, Morgan Graranty Bank e The New York Times. Já comandou pesquisas na Ford, GM, Motorola, Sony, entre outras.
Ideias de Pascale
Sua ideia mais conhecida e que proporcionou grande renome, impulsionando sua carreira foi os "Sete Esses".
A estrutura dos "Sete Esses" divide-se em dois grupos, sendo o primeiro chamado de rígido, composto por estratégia (strategy), estrutura (structure) e sistemas (systems); e o segundo nomeado de maleável, composto por estilo (style), valores partilhados (share values), pessoas (staff) e competências (skills). Toda esta estrutura tem como objetivo maior medir a excelência de uma empresa.
No seu artigo "Perspectives on strategy: The real story behind Honda's success", do ano de 1984, Richard Pascale analisa a Honda, gerando uma grande repercussão entre diversos consultores da época. A ideia principal do artigo era provar que, para uma estratégia ser bem sucedida, deve basear-se em análises concretas através de muita experiência e com muito planeamento.
De uma forma geral, as ideias de Richard Pascale diziam que as maiores inovações acontecem em algum momento caótico, que o equilíbrio constante dentro de uma organização pode levá-la à morte, visto que não há mudanças, nem inovações e que todas as coisas tem a capacidade de auto-organização.
Obras de Richard Pascale
Pascale colaborou com a obra "In Search of Excellence" e também no desenvolvimento dos "Sete Esses", junto com Peters e Waterman.
Escreveu ainda o livro "The Art of Management Japonese", em 1981, onde defendeu as empresas japonesas por julgá-las de grande excelência no segundo grupo (maleável). Foi assim que mediu as diferenças entre a cultura do Japão e dos Estados Unidos. A comparação foi feita entre a empresa Matsushita (japonesa) e ITT (americana). Desta comparação, concluiu que enquanto a atenção japonesa era voltada aos "esses" maleáveis, os norte-americanos focavam-se nos "esses" rígidos.
Algumas publicações importantes de Richard Pascale foram, em ordem cronológica:
- Com Athos, A., "A Arte da Gestão japonês: Aplicativos para executivos norte-americano", Simon & Schuster, 1981
- "Gerenciando on the Edge", Simon & Schuster, 1990
- "Surfing the Edge of Chaos", Sloan Management Review, Spring 1999
- Com Parsons, G., "Síndrome de The Summit", Harvard Business Review, Maio de 2007
Frases de Richard Pascale
Devido a sua carreira no desenvolvimento dos "Sete Esses", na elaboração de diversos artigos e também como consultor independente, Richard Pascale possui como frase mais importante e conhecida:
- "O equilíbrio é capaz de proporcionar uma posição dominante e de trazer recompensas económicas excepcionais".
