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Como implementar o Business Process Reengineering (BPR)

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Business Process Reengineering (Redesenho dos Processos de Negócios) é um dos conceitos de gestão com mais impacto nas empresas. Apesar de já ter sido introduzido no século passado (em 1990 por Michael Hammer), o BPR é nos dias de hoje uma prioridade para gestores que procuram atingir objectivos e reduzir custos.

O BPR é fundamentalmente uma análise profunda da razão de ser da organização e dos seus objectivos seguida por um redesenho dos seus processos. O resultado é uma transformação completa da organização: mais leve, mais ágil e mais competitiva. A organização sofre uma "reconsideração fundamental e redesenho radical dos processos organizativos, de forma a atingir melhorias drásticas no desempenho actual a nível de custos, serviços e velocidade" nas palavras de Hammer e Champy, os seu principais mentores.

Quando deve o BPR ser usado? Alguns sinais críticos a dar atenção:

  • existem muitos conflitos na organização;
  • existe uma frequência extremamente elevada de reuniões não produtivas;
  • a concorrência tem um desempenho melhor usando os mesmos recursos;
  • a comunicação é feita de forma não estruturada (memos, emails, etc).

É mais fácil dizer do que fazer, mas vejamos como uma abordagem de cinco passos ao BPR pode ajudar na sua implementação:

  1. Desenvolver a visão e definir objectivos SMART. O BPR é impulsionado por uma visão a longo prazo quanto ao que a organização ambiciona ser no fuuro. Mas a sua acção é conduzida por objectivos específicos, como a redução de custos, redução de tempo de processamento, aumento de níveis de satisfação dos clientes, melhoria da qualidade, etc.;
  2. Identificar os processos a redesenhar. Neste passo é importante começar por fazer um levantamento e classificação dos processos existentes. Este exercício, por si só, permite na maioria das empresas a identificação de oportunidades de melhoria. Desperdícios, redundâncias, possibilidades de externalização, são as mais comuns. Identificar todos os processos dentro de uma organização é o prmeiro passo para depois lhes atribuir prioridades e redesenhar;
  3. Compreender e medir os processos existentes. Para se compreender os processos é necessário medir o seu desempenho. Por exemplo, para medir a qualidade dos seus produtos, uma empresa terá de quantificar a taxa de defeituosos e analisar a sua evolução temporal. Para melhorar o que já existe, a organização tem de saber como está a funcionar no presente, de forma a ter uma linha de base;
  4. Identificar alavancas informáticas. No que diz respeito a processos, é necessário ter consciência das capacidades a nível das tecnologias de informação e do que podem fazer para impulsionar o BPR. Por exemplo, a digitalização de processos administrativos é uma das ferramentas informáticas que mais contribui para o desenvolvimento de toda a função administrativa e financeira;
  5. Desenhar e construir um protótipo do novo desenho dos processos. Por vezes é necessário recorrer a uma série de iterações até se chegar a um ponto estável no design do processo. A concepção de um protótipo é uma boa forma de testar o funcionamento de um processo antes da sua implementação a larga escala.
«O sucesso deve ser medido não tanto pela posição que se atingiu na vida mas pelos obstáculos que foi preciso ultrapassar enquanto se tentava ter sucesso.»

Booker T. Washinghton, pedagogo e escritor


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