Um dos princípios básicos da gestão estratégica é a noção de não ser possível estar em todo o lado ao mesmo tempo. A estratégia exige à empresa que escolha os mercados onde vai competir e com que produtos. Para ser correctamente formulada, a estratégia deve igualmente definir que mercados e produtos abandonar.
Desenvolvida nos anos 70 pela empresa de consultoria Arthur D. Little, esta ferramenta de gestão ajuda precisamente à tomada de decisões sobre em que produtos apostar e que produtos abandonar.
O grau de competitividade
A primeira variável é uma categorização das posições competitivas: dominante, forte, favorável, convincente, fraco (e inviável).
O ciclo de vida do produto
Em que fase da vida se encontram os produtos da empresa? Em fase de lançamento, crescimento, maturidade ou declínio?
A conjugação destas duas variáveis gera uma matriz de cinco (posições competitivas) por quatro (fases do ciclo de vida do produto), o que corresponde a uma matriz com vinte células.
Para cada uma dessas células definimos um posicionamento, uma estratégia específica.

Aspectos a considerar na implementação da matriz Arthur D. Little
Um primeiro aspecto a ter em conta na implementação desta abordagem é que se refere à incerteza quanto ao nível de definição da estratégia. Nalguns casos é apropriada uma classificação ao nível do produto, noutros ao nível da linha de negócio (ramo de negócio). Noutros ainda, em empresas maiores, a estratégia pode ser definida ao nível da UEN – Unidade Estratégica de Negócio. Cabe ao estratega identificar negócios discretos, com pontos comuns entre produtos e a organização, tendo em conta os seguintes critérios como linhas orientadoras e escolher o nível adequado:
- Concorrência em comum;
- Preços;
- Clientes;
- Qualidade/estilo;
- Substituibilidade;
- Desinvestimento ou liquidação.
A avaliação do estado de ciclo de vida do produto para cada negócio pode basear-se em:
- Quota de mercado da empresa;
- Nível de investimento;
- Lucro.
A posição competitiva da empresa pode usar uma avaliação dos seguintes critérios:
- Dominante: resulta muitas vezes de um monopólio ou de uma liderança protegida. São situações raras.
- Forte: uma empresa forte pode, normalmente, seguir uma estratégia sem considerar em demasia as movimentações dos rivais.
- Favorável: o sector está fragmentado. Não há um líder claro entre a concorrência.
- Convincente: a empresa tem um nicho, quer geográfico ou definido pelo produto.
- Fraco: a empresa é demasiado pequena para ser rentável e sobreviver a longo prazo. Fraquezas críticas.
A matriz ADL tem igualmente algumas limitações conhecidas, incluindo:
- A não existência de uma duração-padrão dos ciclos de vida do produto;
- A determinação da fase actual de ciclo de vida do produto é ambígua;
- A concorrência pode influenciar a duração dos ciclos de vida.
