O conceito foi originalmente lançado por David Norton, co-fundador da empresa de consultoria Renaissance Solutions, e por Robert Kaplan, o Professor Marvin Bower de Liderança e Desenvolvimento na Harvard Business School. Este conceito foi explorado no livro “The Balanced Scorecard: Translating strategy into action (1996) editado por eles.
Kaplan e Norton comparam gerir uma empresa a pilotar um avião. O piloto que se baseia na análise de um único mostrador provavelmente não estará muito seguro. Os pilotos devem utilizar toda a informação contida no seu cockpit. Kaplan e Norton dizem que “A complexidade de gerir hoje em dia uma organização requer que os gestores vejam a performance simultaneamente em várias áreas.” “Para além disso, ao forçar os gestores seniores a considerarem todas as medidas operacionais importantes em conjunto, o Balanced Scorecard pode deixá-los ver se o melhoramento de uma área pode ser obtido em detrimento de outra.”
Em muitos aspectos, é simples senso comum. O equilíbrio é claramente preferível ao desequilíbrio. Kaplan e Norton sugerem que existem quatro elementos que necessitam de estar em equilíbrio.
- Primeiro é a perspectiva dos clientes. As empresas devem questionar como são percebidas pelos seus clientes.
- Segundo elemento é a “perspectiva interna”. As empresas devem questionar-se como é que se podem distinguir das outras.
- Terceiro é a perspectiva de inovação e aprendizagem. As empresas devem questionar-se se conseguem continuar a melhorar e a criar valor.
- Finalmente há a perspectiva financeira. As empresas devem questionar-se como olham para os accionistas.
De acordo com Kaplan e Norton, ao focar as energias, atenções e medidas nestas quatro dimensões, as empresas orientam-se pela sua missão e não pelo desempenho financeiro a curto prazo. Para atingir isto é crucial aplicar as medidas à estratégia da empresa. Em vez de ir além da medida, o Balanced Scorecard argumenta que a estratégia deve ser central em qualquer processo de medida – “um bom Balanced Scorecard deve contar a história da sua estratégia.”
