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Melhorar processos, estrutura e estratégia das empresas

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A TI está a moldar as operações empresariais do futuro. Já não se trata apenas de uma forma de melhorar a eficácia. A TI é um meio fundamental de criar e manter vantagens competitivas. Os maiores benefícios das TI parecem surgir quando as estratégias organizacionais, as estruturas e os processos são alterados, em conjunção com investimentos em TI, em vez de apenas acrescentar novos sistemas de TI à velha lista de componentes organizacionais.

N. Venkatraman, um especialista em gestão estratégica e tecnologia de informação, acredita firmemente que o verdadeiro poder das TI está em «reestruturar as relações nas redes empresariais para aproveitar um leque mais vasto de competências». Ele fornece um certo número de perguntas que os gestores devem fazer, na avaliação do papel estratégico das TI bem apresenta uma abordagem da influência da TI ao nível em que é aplicada na organização. Cada nível representa potenciais benefícios, mas depende da capacidade da organização para explorar as oportunidades apresentadas nesse nível.

Cinco níveis e transformações proporcionadas pelas TI

 Nível 1 

 Quais são os critérios de sucesso na aplicação de um sistema de TI específico? Que mudanças nos critérios de desempenho devem acompanhar uma aplicação específica?

Exploração localizada

 A TI, como os números grátis, sistemas de registo de encomendas, sistemas de controlo de inventários e e-mail, não significa grandes alterações na estratégia de negócios quando aplicada a sistemas isolados e pode ser facilmente imitada por concorrentes. Sem medidas adequadas de desempenho, os níveis de mudança na performance, relativos a mudanças na tecnologia, nunca podem ser testados com precisão. As aplicações de TI no primeiro nível podem reduzir custos e acelerar as respostas, mas existe pouca diferenciação no mercado. Para criarem vantagem competitiva, os gestores devem acrescentar valor a cada aplicação.

Nível 2 

 Qual o lógica de integração interna? Como se compara o processo produtivo resultante da integração com a melhor empresa do ramo?

Integração interna

A integração interna possui duas componentes:

 

  1. Interconexão e inter operacionalidade de diferentes sistemas que operam numa plataforma comum e
  2. Interdependência de processos produtivos entre funções. As empresas tendem a concentrar-se mais na interconexão do que na interdependência, mas ambas as componentes são importantes e devem ser usadas. Sublinhar uma delas sem a outra não trará vantagens competitivas.

 

Nível 3

Qual a lógica para o actual desenho organizacional? Quais as suas forças e fraquezas? Que alterações significativas nos processos produtivos estão a ocorrer no mercado? Qual o custo de manter a actual situação?

Redesenho de processos produtivos

A TI não deveria ser apenas acrescentada a processos existentes. Deveria ser usada num nível estratégico de redesenho de processos produtivos. A funcionalidade do TI pode alterar processos básicos, como a centralização versus descentralização, linha de produção versus pessoal e coordenação versus controlo. O redesenho deve ser abordado racionalmente e sistematicamente. As empresas devem entender os processos da concorrência para além dos seus antes de iniciar grandes mudanças.

Nível 4 

Qual a lógica para a actual abordagem para o redesenho de redes produtivos? Quais as suas forças e limitações? Os interfaces deveriam ser comuns, ou privados? Quais são as funções potenciais para as aplicações de TI? Existe uma estratégia coerente para a rede empresarial, ou a rede compõe-se simplesmente de troços isolados das inter-relações? Quais as oportunidades para reestruturar a rede de negócios?

Redesenho de redes produtivas

As ligações de processo no desenho e na produção fornecem o potencial para a diferenciação e expansão do redesenho de redes produtivos. Mas o intercâmbio de dados electrónico (EDI) não o faz por si só. Partilhar apenas informação com clientes e fornecedores ou processar transacções electronicamente não garante vantagens competitivas. No entanto, fornece à organização uma eficácia administrativa melhorada, tal como os movimentos no inventário fornecem eficácia nas operações, ao alinhar os níveis do inventário com a cadeia da oferta. É apenas quando a TI sublinha a tomada de decisões ou garante serviços distintos de valor acrescentado que se torna estratégica. Quando parceiros nestas transacções podem aproveitar as competências numa rede partilhada - por exemplo, poupando à empresa a integração vertical - ganha-se vantagem competitiva.

Nível 5 

Qual o papel da TI na influência do negócio? Qual o papel da TI em relações empresariais numa rede de negócios alargada? A competência da TI deveria vir do interior ou do exterior da empresa?

Redefinição do âmbito dos negócios

Redes mais flexíveis e fluidas de joint ventures, alianças e parcerias estão o substituir economias de escala hierárquicas, extensões de linhas de produto verticais e fusões e aquisições verticais. Os gestores devem demonstrar como o usa de aplicações de TI melhora a coordenação e o controlo de processos produtivos fora da organização. A TI deveria aumentar a capacidade de associar competências nucleares para que tenham maior apelo para os clientes. A infra-estrutura de TI deveria sustentar uma coordenação e um controlo eficientes.

Resumindo, tudo depende dos gestores verem a TI como uma fonte de oportunidades ou uma ameaça pelas mudanças que pode provocar. Com a TI, vem a necessidade de alterar estruturas organizacionais, relações hierárquicas e avaliações de desempenho. O grau em que a TI pode ser aproveitada para garantir vantagens competitivas depende da capacidade da organização para prever o futuro e «criar um ambiente empresarial apropriado».

O comércio livre é em grande medida responsável pela permanência do conflito internacional. Diz-se que os mercados possuem uma sabedoria que de alguma forma é superior ao homem. Os empresários como nós que viajam pelos paises em vias de desenvolvimento vêem os resultados de tal sabedoria ocidental, e sentem uma inquietação aguda sobre grande parte do que as nossas instituições económicas adquiriram.

Anita Roddick, fundadora da Body Shop


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