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Não podemos gerir sem pensar na ética dos negócios

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Lembra-se da Enron? E da World Com, ou da Arthur Andersen? São exemplos de empresas multinacionais que chocaram o mundo com os seus comportamentos anti-éticos. Todas desapareceram do mapa, deixando milhares de desempregados e investidores frustados. Ainda assim, as lições que deixaram à gestão das empresas servem para nos lembrar que não podemos gerir sem pensar na ética dos negócios.
Especialistas defendem o desenvolvimento de estratégias que lidem especificamente com assuntos de ética. Quando a ética é institucionalizada, fornece à organização valores norteadores que apoiam comportamentos eticamente correctos e uma partilha da responsabilidade pelos empregados. Uma politica de ética eleva a empresa para padrões mais elevados. Quando valores éticos fortes se tornam parte do contexto da empresa, moldam sistemas e processos de tomada de decisão. Com a ética como força subjacente, unificadora, a organização é impelida para comportamentos correctos, que fazem muito mais do que manter a empresa livre de problemas.

Em resposta às acusações de comportamento ilegal, a Martin Marietta Corporation implementou um programa de ética baseado na integridade, que cresceu em âmbito e dimensão. Apesar de ter sido encarado de forma algo céptica, é hoje reconhecido como sendo um sistema de alerta para a fraca gestão, defeitos de qualidade e segurança, discriminação racial e sexual, preocupações ambientais, relatórios imprecisos e falsos e problemas pessoais. O programa ajudou a alterar as percepções e chamou a atenção para as consequências a longo prazo do pensamento a curto prazo. Como resultado, melhorou a sua reputação e desenvolveu uma relação melhor com o Estado, o seu maior cliente.

Por vezes, as empresas precisam de estar em apuros antes de agir. Mas depois de estarem em movimento, aprendem com os seus erros e alcançam objectivos. A Ford é um exemplo. O seu caos ético com os perigos do automóvel Pinto demonstrou como a empresa tinha perdido o contacto com os clientes. A Ford percebeu que devia alterar a ética e a relação com os empregados, que estavam mais preocupados em causar boa impressão internamente do que em assumir a responsabilidade pela qualidade dos produtos e a segurança dos clientes. A Ford aumentou os programas de formação e desenvolvimento, reforçando o empenho dos empregados, a construção de equipas, o espírito empreendedor e a eficácia. Iniciou igualmente planos de partilha de lucros para todos os empregados. Posteriormente, a Ford não só tinha aumentado os lucros, como os seus automóveis estavam a ganhar prémios de qualidade e excelência. Mais tarde, a empresa teve resultados recorde de 5,3 mil milhões de dólares e o Taurus foi o carro que melhor vendeu nos Estados Unidos.

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