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Gerir a diversidade nas empresas

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Já pensou no potencial da diversidade na sua empresa? Se os seus colaboradores são oriundos de diferentes etnias, raças ou religiões, pode ser que tenha dentro da sua empresa um grande potencial de inovação, criatividade e performance. Gerir a diversidade não é fácil, as tensões são mais vezes a regra do que a excepção. Mas, se devidamente trabalhada, a diversidade pode ser um poderoso catalisador.

Quando existe tensão em tomo de problemas ligados à diversidade, impede-se a empresa de ser tão produtiva como poderia ser, porque a tensão desperdiça energia e distrai os empregados da concentração no seu desempenho. Para que a organização funcione no topo da performance, o ambiente deve ser de apoio a todos os tralhadores.

Os problemas com a diversidade aumentaram nos últimos anos, devido a alterações na estrutura familiar, ao maior número de mulheres empregadas e desenvolvimentos que juntam pessoas de raças e países diferentes com maior frequência. A diversidade engloba mais do que sexo e raça, incluindo uma série de características que fazem que as pessoas se sintam diferentes: idade, preferências sexuais, capacidades físicas, níveis de educação e passado pessoal.

Gerir a diversidade significa que a organização age de forma a capacitar e transferir poder para a sua força de trabalho total: todos os empregados e não apenas um grupo-alvo específico. A diversidade inclui semelhanças e diferenças e, se os gestores não se concentrarem em ambas, não conseguirão geri-la com eficácia. Quando a diversidade é bem gerida, a organização, o gestor e o indivíduo juntam esforços para se adaptarem às diferenças e construirem uma relação produtiva entre o indivíduo e a organização. Esta abordagem concentra-se em garantir que a organização usa todos os seus recursos disponíveis e produz os melhores resultados o mais naturalmente possível.

A Levi Strauss valoriza a diversidade. Desde que Robert D. Haas se tomou presidente, a Levi's duplicou a percentagem de gestores oriundos de minorias para 36 por cento, as mulheres alcançaram 54 por cento - muito acima da empresa média.

Um ano depois de Haas assumir os comandos, as mulheres empregadas pressionaram a empresa para praticar mais concretamente o que apregoava. A empresa excedeu os padrões de emprego com oportunidades iguais - 50 por cento dos profissionais eram mulheres ou minorias, mas nenhuma era gestora de topo. Quando as reuniões foram marcadas fora do local de trabalho para discutir a questão da diversidade, a tensão que estava abaixo da superfície emergiu. Haas e o seu departamento de RH resolveram alterar as coisas. O departamento criou três programas educacionais nucleares sobre liderança, diversidade e ética, que empregados de todo o mundo frequentaram para aprender competências sobre a gestão da diversidade, resolução de problemas e trabalho em equipa. Haas afirma que, seja qual for a raça ou sexo, é a contribuição do empregado e o seu desejo de melhoria que contam. Os trabalhadores consideram-se hoje parte integrante das operações e sentem contribuir com valor para a empresa. O assédio não é tolerado. A empresa possui um "Conselho da Diversidade", uma ligação directa para a gestão sénior de grupos representando negros, asiáticos, hispânicos, homossexuais e mulheres, e os benefícios, como os de saúde, são alargados a parceiros não tradicionais. Haas considera que a abordagem da empresa à diversidade lhe dá maior capacidade de resposta e de decisão no marketing. Foi citado num artigo da Business Week: "Não estamos a fazer isto porque nos faça sentir bem - apesar de ser verdade. Não estamos a fazê-lo por ser politicamente correcto. Estamos a fazê-lo porque acreditamos na correlação entre libertar os talentos dos nossos empregados e o sucesso do negócio".

«O princípio mais profundo da natureza humana é a necessidade de ser apreciado.»

William  James,  filósofo e psicólogo


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