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Documente a filosofia da sua empresa e desenvolva-a

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Políticas e sistemas organizacionais concretos permitem aos trabalhadores agir com o apoio de valores abstractos. As empresas visionárias são simultaneamente conservadoras na adesão incondicional à sua ideologia e revolucionàrias no desafio ousado ao desconhecido.
Como a ideologia sem uma forma de implementação não traz performance, estas companhias visionárias criam "mecanismos tangíveis alinhados para preservar o núcleo e fomentar o progresso". A GE não se limitou a anunciar que valorizava as melhorias tecnológicas, mas criou "um dos primeiros laboratórios de pesquisa e desenvolvimento industrial do mundo". A 3M não valoriza meramente a iniciativa individual; atribui aos pesquisadores a liberdade de dedicar 15 por cento do seu tempo à experimentação de ideias que pensam poder beneficiar a empresa.

Valores nucleares devem ser articulados

As declarações de missão e os valores formais comunicam valores nucleares. Ajudam a inspirar e encorajar membros a comprometer-se com o objectivo da organização. Líderes que começam por comunicar claramente a sua ideologia e valores têm maior impacto no estabelecimento ou mudança da cultura das suas organizaçoes. Quando colocam esses valores no papel, sob a forma de declaraçöes de missão ou valores, parecem ter ainda mais impactp. Usados como "documentos vivos", podem ser instrumentos de controlo poderosos que guiam comportamentos. Daí a popularidade crescente dessas declarções empresariais.

Documentos escritos são instrumentos visíveis que clarificam o abstracto, e palavras escritas tendem a inspirar um sentimento sagrado.

Podem ser referidas quando surgem dúvidas, fomecendo uma fundação sólida para guiar as acções. Podem igualmente ser divulgadas profusamente através de uma variedade de canais, facultando um meio constante e coerente para as pessoas colocarem as mãos em ideias e crenças intangíveis.

Muitas empresas de grande sucesso possuem documentos organizacionais idolatrados, relatórios tangíveis de valores e crenças. Paul Galvin, fundador da Motorola, associou a intenção ao lucro no folheto organizacional "Por aquilo que somos: Uma declaração de intenção, princípio e ética". Mais tarde, o seu filho Robert escreveu 31 textos para empregados, explicando o que era a empresa e por que existia. Estes textos centravam-se na atitude da empresa face à criatividade, qualidade, ética e inovação.

Quando Masaru Ibuka fundou a Sony, criou um folheto descrevendo a ideologia da companhia, apesar de não poder definir claramente os produtos da empresa. Quando David Keams liderou a Xerox durante a sua mudança cultural nos anos 80, pediu à sua equipa que escrevesse um documento de 92 páginas explicando as mudanças necessárias; serviu como pilar para o trabalho da equipa de gestão.

«A maior parte da mudança que pensamos que vemos na vida deve-se às verdades estarem ou não em moda.»

Robert  Frsost, poeta americano


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