O trabalho, os poderes e as responsabilidades são hierarquizados, possuindo centros de poder que controlam o seu esforço e as dirigem para um objectivo comum. À liderança da organização cabe promover a confluência das múltiplas acções individuais para possibilitar que os objectivos operacionais conduzam à exequibilidade dos objectivos estratégicos, em suma, decidir e dirigir em conformidade com a estratégia.
Assim surge a necessidade da gestão estipular a estratégia, sendo para tal essencial definir a Visão, a Missão e os Objectivos organizacionais.
A visão orienta a organização numa meta de longo prazo criando um compromisso consigo própria no intento de atingir o propósito declarado, que deve ser simples e conciso (para caber numa t-shirt). Os gestores que definem uma visão clara, coerente e sustentada criam uma elevada base de poder para conduzirem os destinos da empresa.
As aspirações para o futuro da empresa devem estar perfeitamente identificadas, de forma transparente e perceptível a todos. Na sua elaboração tem que se definir e respeitar o direito das pessoas, devendo ser focada para os Stakeholders (clientes, colaboradores, fornecedores, e investidores).
Deve funcionar como meta a ser atingida pela organização, para onde se quer ir, qual a sua inspiração.
Para atingir essa meta é necessário percorrer um caminho, que não é mais do que a Missão. Onde estamos, e por onde vamos.
A missão é a razão de existir da empresa, é a sua definição que torna possíveis, claros e realistas os objectivos da empresa (Drucker). É a declaração ampla e duradoura de propósitos que individualiza a organização e a distingue, identificando o negócio dentro do espaço que se deseja ocupar no seu mercado de actuação.
Tem que causar impacto, ser clara, directa, focalizada no cliente, e não nos produtos, contemplar as competências centrais, ser autêntica, assertiva e factível, deve orientar permanentemente o caminho, ser motivadora.
Derivando da definição da visão e da missão das organizações surgem os objectivos, que pretendem orientar, com maior assertividade, as acções.
A definição dos objectivos deve derivar da análise imparcial das oportunidades e recursos e não de pensamentos e desejos. Tad James definiu um sistema muito intuitivo para ajudar a definição de objectivos, denominando-o SMART ("inteligente" em Inglês).
Cada letra da palavra "smart" tem um significado que deve ser analisado na formulação dos objectivos:
"S" (Specific and Simple) - Específicos e Simples
Precisamos de ser específicos em relação aos nossos objectivos. Não basta dizer que queremos ter lucro, tem que se quantificar. Devem ser declarados de forma simples, directa e objectiva.
"M" (Measurable and Meaningfull) - Mensuráveis e Significativos
Medir no sentido de estipular o período durante o qual devemos atingir o objectivo, focando as nossas acções e emoções em assuntos pertinentes para a concretização dos mesmos. Significativo refere-se ao facto dos objectivos serem para cada um individualmente e não para agradar a quem está ao nosso redor.
"A" (Attainable) - Atíngivel
Temos de ter a certeza que os objectivos se encontram definidos objectivamente, de forma equilibrada e congruente, com o momento, e os recursos, presente.
"R" (Realistic and Responsible) - Realístico e Responsável
Os objectivos devem ser os mais desafiadores possíveis, embora possíveis. Só assim teremos motivação suficiente para os conquistar. Quem os define, e assume, deve ser responsável pela conquista dos mesmos, não carecendo de estar dependente de factores externos.
"T" (Toward what you want and Tangible) - Através do que desejamos e tangíveis
Quando definimos os nossos objectivos, temos que fazê-lo de forma positiva, e afirmativa. Sendo tangível mais facilmente se tornará especifico, mensurável e, como tal, atingível.
A questão essencial, na definição da estratégia, não se prende com a vontade de vencer, pois todos temos ambição, o importante é saber se temos vontade de nos preparar para tal. A estratégia eficiente é definida tendo em conta as pessoas, não esquecendo que somos aquilo em que acreditamos (Anton Chekhov). A sua elaboração é muito importante, no entanto qualquer estratégia pode ser estipulada, o papel aceita tudo o que lá se escreve, o estratega tem que a elaborar de forma perceptível para a poder apresentar, pois é na sua aceitação que recaí o seu sucesso.
