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A evolução das teorias de gestão

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Essencialmente, a gestão implica fazer as coisas acontecer. Desde cedo, grandes projectos, como a construção de cidades e palácios, envolveram necessariamente o planeamento, a organização e o controlo que são os elementos-chave da gestão moderna.

A Gestão de recursos humanos é uma área onde as práticas terão sido muito diferentes nesses tempos mais precoces. Muitos gestores de projectos daqueles tempos terão utilizado o trabalho escravo, ameaças e violência física como forma de ‘motivar' os trabalhadores.

Confúcio foi um dos primeiros líderes antigos a mudar um pouco este cenário. Em 500 a.c. sugeriu aos governantes que fossem humanos, benevolentes e justos para que, dessa forma, fossem também mais eficazes. O respeito e a admiração que gerariam levaria os trabalhadores a produzirem mais.

Gestão na Era Pré-Industrial

Na era medieval, criaram-se as primeiras associações de empresários. Estas associações eram compostas tipicamente por mestres artesãos, que eram os proprietários e gerentes dos seus estabelecimentos comerciais, e que empregavam trabalhadores jornaleiros e aprendizes. As associações comerciais controlavam rigorosamente os diversos ofícios, decidindo quem trabalhava onde e quantos seriam contratados para exercer o seu ofício. A formação profissional era regulada pelas associações e funcionava através de um sistema de aprendizagem, isto é, o aprendiz desenvolvia as suas competências para a função, trabalhando sob a orientação de um mestre.

A gestão nesta época tinha uma dimensão social e moral, sendo o seu principal objectivo a satisfação das necessidades da sociedade. Os códigos de conduta eram impostos pela igreja. Os artesãos tinham segurança no emprego mas não tinham qualquer mobilidade (progressão) social.

Com a expansão do comércio para o Oriente, uma nova classe de proprietários surgiu, com mais acesso a informações sobre clientes, fontes de matérias-primas e outras informações críticas que os artesãos individuais não tinham. Mudanças importantes surgiam na envolvente externa com grande impacto na gestão das empresas.

Industrialização e Gestão

As fábricas que empregavam muitos trabalhadores começaram a surgir no século XVIII. Longas jornadas de trabalho caracterizavam o ambiente destas fábricas. Nesta época, por influência do economista Adam Smith, foram introduzidos os conceitos de divisão do trabalho e simplificação do trabalho como forma de aumentar a produtividade dos trabalhadores.

No Século XIX surgiram gestores como Robert Owen, que usavam o reconhecimento visível do bom desempenho individual como uma ferramenta para motivar tanto os melhores como os piores trabalhadores. Alguns inventores como Charles Babbage desenvolveram os primeiros equipamentos para medir a produtividade dos trabalhadores, permitindo assim o pagamento de bónus com base em resultados individuais.

Os conceitos da "gestão científica" também começaram a aparecer durante este período. Este movimento defendia a tese da observação e registo de tudo o que se relacionasse com a produtividade do trabalho. A tomada de decisões deveria ser feita com base em informações específicas e compreendendo as relações de causa e efeito. Frederick Taylor afinou o conceito, desenvolvendo estudos de tempo e movimento para identificar "a melhor forma" para a realização de tarefas específicas.

Taylor também desenvolveu os conceitos de planeamento, organização e controlo, sugerindo que conduziriam a melhores resultados do que a simples pressão sobre os trabalhadores.

Gestão na Idade Moderna

No início do século XX, mais atenção foi dada ao aspecto humano da produtividade. Foi sugerido que um bom ambiente de trabalho seria mais favorável à produtividade do que a mera formação dos trabalhadores na execução das tarefas da forma mais eficiente possível, através de rotinas mecânicas e desumanas. Melhores ferramentas, melhores condições de trabalho e uma visão "psicológica" foram introduzidas na gestão das empresas pela primeira vez.

Enquanto Elton Mayo introduzia a prática de pausas para descanso, que levavam a uma melhoria dramática na moral e a uma redução da rotatividade dos trabalhadores, pessoas como Mary Parker Follet introduziam o conceito de pensamento de grupo e comportamento de grupo. Segundo Follet, a principal responsabilidade dos gestores era coordenar e facilitar os esforços do grupo.

Henri Fayol definiu a gestão como um processo constituído por:

  • Previsão
  • Planeamento
  • Organização
  • Comando
  • Controlo
  • Coordenação

O pensamento da gestão começava a assemelhar-se ao dos nossos tempos.

Gestão na era presente

As práticas modernas da gestão podem ser descritas como a forma de lidar com os cenários dos negócios, da tecnologia e da sociedade em constante mudança. As empresas tornaram-se globais e novos métodos tiveram que ser desenvolvidos para controlar operações geograficamente dispersas. Novas tecnologias tornaram possíveis que muitas coisas que eram anteriormente simplesmente inimagináveis. A consciência social das práticas de gestão aumentou, enquanto gestores de todo o mundo são hoje pouco tolerantes com más práticas.

Matérias-primas e componentes são muitas vezes oriundos do outro lado do globo e os produtos acabados são distribuídos globalmente. A logística e o Supply Chain Management têm transformado radicalmente todo o processo de fornecer, produzir e distribuir produtos de grande consumo. Por vezes, a própria produção é deslocada para destinos mais baratos.

O aumento da concorrência fomentou práticas como o Lean Manufacturing, onde as actividades e recursos que não geram valor para o cliente foram eliminados, e o Just-in-time Procurement que reduziu significativamente os custos de produção.

Muitas outras práticas e abordagens estão a ser constantemente desenvolvidas para lidar com a rápida mudança no ambiente dos negócios, cada vez mais competitivo, e também para aproveitar as muitas possibilidades das tecnologias emergentes.

A competitividade, a mudança e a complexidade da gestão de empresas são os factores que a tornam num tema tão apaixonante.

« O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente. Os grandes homens são quase sempre maus homens.»

Lord  Acton, estadista britânico


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