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Usar as tecnologias de informação para desenvolver os negócios

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Nenhuma organização pode dar-se ao luxo de ignorar a ferramenta que vitaliza o mundo moderno. Os actuais sistemas de tecnologia da informação ajudam as empresas a serem mais sensíveis, eficientes e flexíveis perante as rápidas e contínuas transformações do mundo actual. Bem usada, a TI permitirá que a sua empresa optimize processos e se foque nas aptidões que a diferenciam das concorrentes no mercado. Não aproveitar as oportunidades oferecidas pela TI pode resultar num fracasso empresarial.

A TI impulsionou o progresso, conduziu inovações, estimulou a riqueza e atraiu investimentos. As despesas das empresas em TI - os investimentos fixos não regulares em máquinas e equipamento que permitem às companhias expandir a sua capacidade - representam metade do total de investimentos fixos não regulares.

Durante muito tempo, os investimentos na área de TI, como aquisição ou desenvolvimento de software, por exemplo, eram vistos como sinónimo de despesa. Este cenário tem vindo a alterar-se e hoje muitas empresas já encaram a tecnologia como um investimento que deve ser feito para que o negócio possa crescer. Estudos recentes demonstram que as empresas que investem em tecnologia informática conseguem retornos significativos dos investimentos.

O economista Erik Brynjolfsson e Lorin Hitt, da escola de gestão Sloan do MIT, estudaram 367 empresas das 500 da Fortune de 1987 a 1991. As suas conclusões indicam que, após a amortização, as empresas possuem um retorno de 67 por cento dos seus investimentos em TI. É preciso menos capital para melhorar a produtividade do negócio através de investimentos em TI do que através de investimentos em fábricas e equipamento pesado. Por exemplo, companhias telefónicas podem «fazer disparar a capacidade de transporte dos seus cabos existentes de fibra óptica, limitando-se a actualizar a electrónica sem precisar de passar pelo processo dispendioso de desenterrar velhos cabos e instalar novos». A TI também aumenta a eficiência, reduzindo os preços. «O preço de equipamento da tecnologia de informação desceu 23 por cento nos últimos cinco anos».

Este estudo revelou igualmente que a TI levava a melhorias no serviço ao cliente e na qualidade dos produtos. Para mais, a TI aumentou a variedade de produtos, reduzindo custos.

As fusões são importantes

A forma como as tecnologias e empresas se fundirem no futuro transportará as chaves para as vantagens competitivas. Na era digital, as tecnologias vão convergir, gerando novas gerações de produtos e indústrias que são imprevisíveis e ilimitadas no seu âmbito e possibilidades oferecidas.

O mundo do entretenimento fornece um exemplo poderoso de vastos impérios construídos através de fusões e aquisições realizadas pelos fortes desejos das empresas em associar tecnologias. Quando a Walt Disney Co. adquiriu a Capital Cities/ABC no Verão de 1995, foi denominado o casamento do «hardware e software». A tecnologia da ABC permite a entrada da Disney em aproximadamente 93 milhões de lares norte-americanos. Enquanto a Disney ganha acesso à rede televisiva e à edição, a ABC ganha acesso a filmes, música, parques, aldeamentos e produtos para o consumidor, bem como às telecomunicações - a Disney tem uma parceria com três companhias telefónicas regionais Baby Bell para fornecer programação de vídeo e serviços interactivos. A aquisição de 19 mil milhões de dólares foi a maior da indústria do entretenimento e a segunda maior da história dos Estados Unidos - isto é, até a Time e a Tumer anunciarem o seu noivado em Setembro do mesmo ano.

A fusão da Time-Warner Inc. e da Turner Broadcasting Systems, Inc gerará rendimentos anuais de 19 mil milhões de dólares. Os seus produtos irão da Time Magazine e Sports Illustrated à CNN e filmes Warner. Os seus recursos combinados nas notícias serão incríveis e o impacte na indústria profundo - os produtos e os lucros nascidos do resultado das associações tecnológicas ainda estão por determinar.

Outras aquisições fomentadas por um desejo dos frutos tecnológicos gerados pelo casamento são exemplificadas pela aquisição da Lotus pela IBM. O presidente da IBM, Louis Gerstner Jr., pretendia a Lotus Notes, líder em «groupware», um sector de crescimento rápido da indústria. Este software sofisticado permite aos computadores partilhar dados, texto e gráficos. Um dos atractivos do Notes é o de não ser um software isolado: associa o trabalho em rede e a tecnologia de bases de dados. Para mais, a Lotus possui 10 mil parceiros de negócios - grandes e pequenos - sob a forma de consultores, agentes de desenvolvimento de software e fornecedores de serviços ou acessos. Por cada dólar de rendimento gerado pela Lotus, 5 dólares são gerados em rendimento para os seus parceiros. Com o poder do marketing da IBM, o Notes poderá tornar-se um líder ainda mais potente, gerando os lucros que a IBM prétende.

As cisões também são importantes

Em vez de pensar que grande é melhor, a dimensão pode ser tão incomodativa que o tempo e custos exigidos para a gerir e coordenar podem ultrapassar os seus benefícios. Ao mesmo tempo que a Tumer e a Time faziam planos para casar, a AT&T preparava-se para se separar. A AT&T descobriu que as suas vastas proporções travavam a sua flexibilidade e a impediam de se mover tão agilmente como desejaria. Dividida em três empresas separadas - serviços telefónicos, cartões de crédito e serviços móveis; fabricantes de equipamento telefónico; e fornecedores de computadores -, a AT&T acredita poder tirar maior partido de oportunidades de crescimento na indústria da informação com uma abordagem mais concentrada. A reestruturação da maior empresa telefónica da América para três empresas tem implicações enormes para as indústrias de telecomunicações e de computadores, para além da própria AT&T.

Uma grande vantagem que tive quando comecei a Body Shop foi que nunca tinha frequentado uma escola de gestão

Anita Roddick, fundadora da Body Shop


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