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Inovação – Arte, Ciência ou ambos?

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Sinto-me um pouco incomodado com o facto de muitas pessoas na América empresarial parecerem acreditar que a inovação é uma arte mística em vez de um conjunto de competências e capacidades que muitas pessoas podem aprender e implementar. Suponho que em torno de cada complexo processo de resolução de problema parece existir um pouco de magia, mas no centro de toda a magia está um conjunto de regras. Talvez seja preciso um Einstein para descobrir as regras da relatividade, mas podem ser aprendidas, demonstradas e provadas. Da mesma forma, também os processos, as capacidades e as competências por detrás da inovação.

Outra barreira contra um emprego mais amplo da inovação é o facto de perceber a inovação como uma arte - uma competência intrínseca que "nasce connosco" ou não. Eu, por exemplo, sou péssimo a desenho. Simplesmente não recebi o dom inato de representar pessoas ou paisagens dos meus pais. Acredito, no entanto, que se tentasse, poderia ficar melhor a desenho se usasse programas como Desenhar com o Lado Direito do Cérebro.

Este programa melhorou radicalmente a capacidade de desenho de milhares de pessoas e demonstra que a arte pode ser aprendida através da aplicação cuidadosa de alguns princípios básicos. Poderei nunca ser um Van Gogh, mas posso melhorar a minha capacidade de desenhar de forma significativa. Por que razão, então, muitas pessoas acreditam que não são "criativos" ou não são "inovadores", como se se tratasse de uma decisão binária?

Não vou argumentar que "qualquer um" pode dominar as competências de inovação, por muito que gostasse de argumentar que "qualquer um" pode dominar a teoria da relatividade ou pode tornar-se um Van Gogh. Mas também é claramente o caso de a inovação ser baseada num número de ferramentas e processos que podem ser aprendidos e poderá ser activada quando se olha para um problema através de um número de diferentes perspectivas ou quando se imagina novas perspectivas, que é o que os artistas tentam fazer.

Mais ainda, todos somos criativos. Pense na sua infância quando uma caixa de cartão se tornava numa nave espacial e quando um pau era uma espada. Todos somos criativos, apenas permitimos que a cultura empresarial e as expectativas sociais escondam a nossa criatividade.

Uma das actividades de formação mais instrutivas que desenvolvemos na OVO é um exercício de protótipos, durante o qual pedimos aos nossos participantes para idealizar um protótipo e para defender uma ideia apenas recorrendo ao uso de desentupidores de canos, plasticina, papel, lápis de cera e objectos que possam encontrar. Ficaria admirado com a criatividade demonstrada quando as pessoas sabem que estão a ser avaliadas pela sua criatividade!

Portanto, o título deste post é, na verdade, um embuste. A inovação é uma ciência com regras, processos e ferramentas estabelecidas que precisam que o participante pense como um artista. O pensamento precisa de novas perspectivas e a capacidade de imaginar algo novo.

Portanto, a inovação combina as ferramentas e os métodos dos cientistas e dos artistas, mas essas capacidades podem ser aprendidas. Se a sua organização quer ou precisa da inovação para competir com sucesso, talvez a sua equipa deva começar a examinar os colaboradores e as suas propensões. A maioria das organizações estão cheias de pessoas que estão mergulhadas em processos ordenados e em ciência e precisam de perspectivas e da imaginação que os artistas podem trazer. Outros nunca foram apresentados às ferramentas e técnicas que a inovação tem para oferecer e precisam de aprender essas competências. Simplesmente iniciar um esforço de inovação sem formação é condenar a iniciativa ao fracasso.

O comportamento sem fronteiras é uma forma de vida aqui. As pessoas levam realmente as ideias de A a B. E se alguém pegar numa ideia e a partilhar, será recompensado. Na velha cultura, se alguém tivesse uma ideia, guardá-la-ia. Partilhá-la com alguém seria estúpido, porque a burocracia teria feito dessa pessoa o herói e não o autor da ideia.

Jack Welch


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Jeffrey Phillips

Jeffrey Phillips

Jeffrey Phillips é consultor de gestão e inovação. É ainda autor de vários livros e do blogue Innovate on Purpose, que recomendamos.

Website: innovateonpurpose.blogspot.com/