Todos estes factores contribuem para a necessidade de inovação. No entanto, há uma série de tendências que sugerem que a inovação será mais importante num futuro próximo. A preocupação sobre o aquecimento global significa que novas tecnologias serão necessárias para reduzir emissões. Nos E.U.A., a reforma dos cuidados de saúde trará novas exigências a um sistema de saúde antiquado. O Governo dos E.U.A. está a fazer um esforço para fornecer os serviços que as pessoas esperam e exigem. O sector bancário está maduro para a mudança e ruptura. Todos estes fatores sugerem que uma quantidade significativa de mudança está prestes a acontencer nos governos e nas grandes empresas.
Claro que nada disto está a passar despercebido nos salas de reuniões das grandes multinacionais. A consultora Booz-Allen acaba de lançar o seu relatório anual sobre Inovação, e nele podemos verificar que mais do que nunca, a inovação se está a tornar num tema de grande interesse para a maioria das organizações. Agora, reconhece-se que a inovação oferece uma vantagem competitiva, talvez uma das poucas vantagens sustentáveis, e os CEOs e gestores estão com muita atenção. O estudo indica que 90% dos executivos entrevistados afirmam que a inovação foi fundamental para o sucesso das suas empresas na forma como se prepararam para o mercado e para a recuperação económica. Um gestor chegou a dizer que "a recessão foi um catalisador para uma maior inovação".
A Booz Allen indicou três motivos pelos quais algumas empresas continuaram a investir em inovação, durante a crise económica:
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A inovação está a tornar-se numa componente essencial da estratégia das empresas à volta do mundo;
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O reconhecimento de que os ciclos de desenvolvimento de produto são mais longos do que os períodos de recessão;
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Muitos vêem a recessão económica como uma oportunidade de construir vantagens competitivas sobre os seus concorrentes.
Um dos maiores entraves à inovação continua a ser as "limitações ao ciclo de desenvolvimento de produtos". O ciclo de vida de desenvolvimento do produto em muitos sectores é simplesmente demasiado longo e complicado, e qualquer oportunidade para o encurtar pode significar boas recompensas económicas. Em contrapartida, qualquer falha a este nível pode significar ficar para trás da concorrência.
A minha perspectiva: A inovação está gradualmente a passar de uma actividade secundária, ocasionalmente interessante e que não é estratégica, para se tornar num foco principal dos altos gestores, no momento em que estes se apercebem que só a inovação pode ajudar as suas empresas a crescer continuamente e diferenciarem-se. A inovação está rapidamente a tornar-se numa capacidade (ou facilitador) que fortalece e dirige as estratégias das empresas, e deve, a breve tempo, tornar-se num factor essencial para o alcançar de muitos objectivos das empresas.
Assim que mais empresas criem uma capacidade contínua de inovação e modifiquem as suas culturas empresariais de modo a abraçar a inovação, veremos uma verdadeira mudança a acontecer. É animador ver que mais e mais empresas estão a dar mais ênfase à inovação a nível estratégico.
