Na edição de 3 de Outubro, a revista The Economist, provavelmente a única revista que destrói árvores que precisa realmente de ler, publica a coluna "Schumpeter" sobre como prosperar na adversidade. No artigo, o autor aponta diversas maneiras de crescer durante uma recessão. Um grupo de vencedores é consistentemente identificado com um histórico "de inovação". O artigo cita Craig Barrett, ex-CEO da Intel, como dizendo: "Não pode fugir duma recessão, tem que investir o durante a recessão para sair dela". O artigo continua a salientar que a P & G está a abrir uma série de novas fábricas e a investir fortemente em novas projectos, e a IBM está a realizar uma série de eventos relacionados com a inovação para espremer novas ideias das cabeças dos seus funcionários. Note-se que estas empresas líderes estão activamente envolvidas na inovação durante a recessão.
Preste bem atenção à declaração de Craig Barrett - "Não pode esconder-se para sair de uma recessão, tem que investir .." Barrett está apenas a reconhecer o que os inovadores já sabem. Mesmo num momento de redução de gastos e orçamentos apertados, os consumidores esperam que o mercado mude e lhe apresente novas ideias. Essas ideias e produtos podem satisfazer as necessidades imediatas (menores custos com a mesma qualidade) ou necessidade de prazo mais longo (novos produtos e serviços que sirvam as necessidades inesperadas). O que o consumidor não espera é que o desenvolvimento de produtos e serviços fique parado. Aqueles que não conseguem inovar e investir durante a crise terão modelos de negócio do passado que não atenderão às necessidades e expectativas dos consumidores.
O artigo continua com outro argumento - que deveria haver uma enorme quantidade e variedade de competências disponíveis no mercado a preços muito baratos. Durante a Grande Depressão, a DuPont investiu fortemente em investigação e desenvolvimento e contratou cientistas desempregados. Poucos anos depois, mais de 40% das suas vendas provinham de produtos com menos de 10 anos. Neste mercado, existem centenas de pessoas disponíveis com as habilidades que precisa para inovar e aumentar o ritmo de mudança da sua empresa. Além disso, se não está a inovar durante este período, pode ter a certeza que as pessoas que agora não têm emprego e não vêm futuro como empregados numa organização maior irão criar novas empresas de menor dimensão para criar e desenvolver novos produtos e serviços dirigidos a alguns segmentos de mercado seus. Assim, pode optar por aproveitar algum desse talento disponível e acelerara o seu próprio desenvolvimento, ou pode ficar a ver como o talento vair criar novas empresas e competir consigo.
Quando já tudo foi tentado, a maioria dos indivíduos e das empresas irá tentar qualquer coisa para ter sucesso. Nesta crise, o futuro é incerto, os consumidores estão hesitantes e o capital intelectual abunda. A hora de agir é agora. Não há melhor momento para inovar do que agora, antecipando a eventual retoma da economia e lançando as bases para novos produtos e serviços.

