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Inovação instintiva versus Inovação intelectual

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Um dos melhores nomes do Twitter que já encontrei recentemente foi @ShowerThinker. Trata-se de um inventor que deixa lembretes, a que chama Aqua Notes, para o chuveiro.

Este nome de Twitter evidencia um facto bem conhecido - muitas das grandes ideias (e, consequentemente, inovações) surgem-nos não com o brainstorming, mas sim da ligação com o nosso subconsciente que ocorre durante o duche (ou em qualquer outro lado na casa de banho). Se tantas ideias nos chegam quando a nossa cabeça está ausente, por que é que se dá tão pouca atenção a esta fonte de inovação?

 

Já muito se escreveu sobre a criatividade e o cérebro, sobre o pensamento do hemisfério direito em relação ao esquerdo e sobre a necessidade do cérebro de descansar para que a criatividade aconteça, já que não há nenhuma área criativa no cérebro.

 

Num dos meus momentos de quarto de banho, lembrei-me desta frase de contraste para nos ajudar a enquadrar a conversa - Inovação instintiva contra Inovação intelectual.

A inovação intelectual começa com esforços activos para conseguir e desenvolver ideias, recorrendo a técnicas como o brainstorming, o debate, etc.

A inovação instintiva surge com uma série de informações, por vezes sem relação entre elas, que se junta no cérebro do indivíduo. Muitas vezes, as ideias que formam a base para a inovação instintiva pairam durante muito tempo como uma série de problemas que precisam de solução., antes de efectivamente surgirem

Criei esta tabela para estabelecer as diferenças:

Inovação Instintiva Inovação Intelectual
Estratégica Táctica
Orgânica Sujeita a prazos
Orientada para o negócio Orientada para os produtos
Sem limite de tempo Limitada pelo tempo
Preocupação com soluções Preocupação com os resultados
Determinada pela cultura Determinada pela equipa de inovação
A longo prazo A curto prazo

 

A inovação tem sido muito discutida na imprensa nos últimos anos e muitos executivos têm sempre a palavra na ponta da língua. Para algumas organizações, isto traduziu-se na formação de empregados para serem inovadores intelectuais melhores ou para se tornarem em consultores criativos, que ajudam a estimular a inovação intelectual da empresa num determinado projecto.

Mas dá-se muito menos atenção à informação instintiva. Para se criar uma inovação instintiva sustentada, é preciso treinar os membros da organização para se tornarem inovadores de negócio. Além de que é preciso dar aos membros uma série de objectivos de inovação claros e visíveis, juntamente com uma estrutura visual simples para os decifrar. E, acima de tudo, é preciso investir na mudança organizacional, essencial para se criar uma cultura de inovação contínua.

Nessa altura, e só nessa altura, a inovação instintiva vai ser capaz de surgir melhor de qualquer parte da organização a seu tempo e integrar-se com a inovação intelectual que está a ocorrer ao mesmo tempo.

A inovação intelectual pode ajudar a conduzir o crescimento a curto prazo de uma organização. Mas, se combinada com a inovação instintiva, ambas conseguem criar um motor de inovação que vai dar poder actual e futuro à organização.

O que acham disto?

«Trabalhando fielmente durante oito horas por dia poderá um dia acabar por chegar a chefe e trabalhar doze horas por dia.»

Robert  Frost,  poeta americano


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Braden Kelley

Braden Kelley

Braden Kelley é consultor, professor universitário e autor de vários livros sobre inovação, empreendedorismo e gestor de empresas. É fundador da Business Strategy Innovation, empresa especializada em consultoria de inovação.

Website: bradenkelley.com