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Open source = open innovation

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Nos últimos tempos, um novo anacronismo tem ganho preponderância no mundo virtual: o Open Source. Traduzido como “Código aberto” ou “Software livre”, o open source é um programa de utilização livre, no qual todos podem contribuir.

Elaborados por programadores, os projectos, como são definidos estes sistemas, não são utilizados exclusivamente pelos profissionais da programação. Quase sempre os profissionais que actuam no desenvolvimento desses “softwares livres” disponibilizam tempo para delinear o projecto e tendem a esquecer tarefas necessárias para o bom andamento deles, e nessas entrelinhas está o caminho para o utilizador comum oferecer a sua contribuição. Existem várias formas de colaborar num software open source, seja no desenvolvimento, na correcção de erros, na documentação, tradução, edição de imagens ou suporte aos utilizadores. A lista é extensa, e a única condição imposta nesse tipo de projecto é que a liberdade seja mantida.

Este protótipo tem revolucionado a maneira como os softwares são desenvolvidos, baixando os custos de desenvolvimento e aumentando a agilidade. O resultado é a excelência na qualidade dos projectos e evolução constante.

Com tanta projecção, o mundo empresarial também se tem actualizado no que diz respeito à utilização dos softwares livres. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Sem Fronteiras ( www.isf.org.br ) , no Brasil, 73% das empresas no país com mais de mil funcionários são adeptos desse modelo de sistemas. Essa afirmação contradiz a ideia de que apenas as pequenas empresas são utilizadoras devido ao custo reduzido. Um outro estudo realizado pela Unisys prevê que a partir deste ano as empresas de grande porte ampliarão as suas políticas de gestão no sentido de incluirem o código aberto.

O sistema operacional Linux ( www.linux.org ) é um fenómeno que vem ganhando impulso nas empresas nos últimos anos. A adopção deste sistema pelas empresas deve-se, basicamente, ao custo/benefício e à facilidade de utilização. As empresas estão sempre à procura de formas de cortar custos, e com o Linux é possível fazer isso evitando gastos com aquisição de licenças de software. É óbvio que esta não é a única razão; além do baixo custo, o Linux oferece uma excelente performance nas funções a que se destina. As mais utilizadas são o servidores de e-mail, servidores de bases de dados, e servidores web.

Outra solução em open source que também vem ganhando adeptos é o Joomla ( www.joomla.org ), um tipo de CMS (Content Management System ou Sistema de Gestão de Conteúdos) que ajuda a resolver um problema bastante comum: o de manter um website. A proposta do Joomla é facilitar o acesso à manutenção por pessoas que não possuam conhecimento técnico, reduzindo gastos e contornando o tempo que se consumia com designers e programadores. O desenvolvimento através do Joomla é feito a partir de uma base pronta, que dispensa a necessidade de vastos conhecimentos em código HTML. O Portal Gestão é totalmente baseado em Joomla!

Apesar dos sistemas open source não precisarem de conhecimento em programação, o utilizador precisará de um conhecimento mínimo técnico para facilitar a produtividade e a boa utilização desses recursos. A boa notícia é que as informações acerca do sistema são simples e acessíveis à qualquer um que possua interesse em aprender.

Que implicações têm os sistemas open source na gestão das empresas? Muitas mais do que a simples redução de custos com a informática... A Internet e as tecnologias de colaboração social, estão a permitir a interacção com clientes e fornecedores externos a um nível nunca dantes visto. Algumas empresas estão a tentar colocar os seus clientes no centro dos seus processos de desenvolvimento de produtos.

Tradicionalmente, a inovação de produto é propriedade da empresa que a desenvolve. Tudo se passa dentro das paredes da empresa. No entanto, durante os últmos anos, novas ideias de desenvolvimento de produtos de moda, tecnologia e de grande consumo têm origem fora da empresa, em laboratórios, universidades e mesmo em inventores independentes. A força por detrás desta tendência é claramente a Internet como ferramenta de cooperação e co-criação. O que facilitará a sua utilização massiva será a maior pressão pela descoberta de novas ideias e como transformá-las em novos produtos e serviços mais rapidamente.

Alguns exemplos de inovação aberta, que poderão ser o tema de um novo artigo, inteiramente dedicado ao tema:

  • A Peugeot convidou pessoas de todo o mundo a desenharem um novo modelo automóvel e atraiu quatro milhões de page views ao seu website,
  • A We are Smarter than Me ( www.wearesmarter.org ) está a escrever um livro aberto sobre boas práticas de gestão. Os autores são os utilizadores, pessoas interessadas no tema da inovação empresarial,
  • A Lego ( www.lego.com ) captura ideias dos seus clientes e desenvolve produtos com base nessas ideias. Os clientes são posteriormente recompensados financeiramente se as suas ideias tiveram sucesso no mercado.

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