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Só o empreendedorismo pode salvar o mundo

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Há pouco tempo escrevi o artigo "Apenas as pequenas empresas podem salvar a América". Aqui em Singapura no World Entrepreneurship Forum, gostaria de repetir essa afirmação.

Só o empreendedorismo pode salvar o mundo.

Porquê? Porque os empreendedores vão onde os governantes temem ir.

Hoje à noite, na Gala de Prémios, a avozinha empreendedora social das Filipinas que estava sentada ao meu lado perguntou-me, "Você pensa que o mundo está a melhorar ou a piorar?" A opinião dela é que estava com medo de estar a piorar.

Claro que era difícil discordar dela. Temos problemas tremendos meus amigos, problemas que são aparentemente novos e quantitativamente diferentes do que qualquer um já enfrentado. O desemprego nos EUA parece estar estruturalmente a um nível novo e elevado, e tornou-se evidente que o governo está perdido e não sabe como baixá-lo para níveis mais normais.

Para além disso, ambos concordamos que as questões ambientais que o planeta enfrenta – mudanças climáticas, aquecimento global, emissões de carbono dos países em desenvolvimento (o smog inacreditável de Pequim foi notícia toda a semana) entre outros, também parecem impossíveis de corrigir por parte dos governos porque

  • É muito caro
  • Escolher a natureza em vez do crescimento é uma política difícil de vender
  • É difícil os países chegarem a um acordo

Esperar que os governos resolvam este problema é como esperar pelo Godot. Então e depois? A boa notícia é que me surpreendo sempre com a ingenuidade e dedicação dos empreendedores que conheci aqui. Alguém vai descobrir uma oportunidade de mercado nas energias limpas e fazer um pacote.

Eis um exemplo: No mês passado encontrei-me com o James Garton, o presidente da Mission New Energy, uma empresa australiana (com bases na Malásia e nos EUA) que está a revolucionar tanto a energia e o empreendedorismo ao ajudar os agricultores pobres indianos a transformar ervas daninhas não comestíveis, até agora inutilizáveis, num combustível biodisel que é sustentável, verde e acessível.

A planta Jatropha é uma espécie de cânhamo. Ao crescer permite aos pobres agricultores aproveitar aquilo que antes era terra inutilizável e torná-la num centro de lucros. Tal como dizia o inteligente e afável Garton, "Nós ajudamos os agricultores indianos a aproveitar as terras de menor qualidade para produzir um produto que pode ser transformado em biodisel, combustível para jactos e electricidade, 50% mais barato do que o preço do petróleo bruto vigente."

Não é apenas isso, mas o cultivo da Jatropha triplica o rendimento destes agricultores indianos. Não é de admirar que a Mission New Energy tenha agora 140.000 agricultores a cultivar cerca de 400 milhões de plantas deste tipo de erva em 15.000 aldeias. Assim, este grande empreendedor não só descobriu uma maneira de transformar uma erva num combustível pronto para o mercado, como o fez ao transformar agricultores pobres em enérgicos empreendedores.

É disto que estou a falar.

Não é que os governos não possam resolver problemas; é claro que podem. Mas os problemas que eles podem resolver são diferentes daqueles que os empreendedores podem resolver. Eles precisam uns dos outros. O governo pode preparar o contexto e dar incentivos aos empreendedores, e os empreendedores podem utilizar os seus cérebros, a sua iniciativa, a sua vontade de trabalhar no duro, e a criatividade para fazer coisas, como transformar uma erva numa fonte de energia sustentável.

No World Entrepreneurship Forum diz-se que um empreendedor é o "criador de riqueza e justiça social". É esta última parte que eu adoro e que é, na minha opinião, inesperada. Qualquer pessoa que pense que as respostas são os negócios desregulados, factuais, tolerantes está a perder o barco. Esse tipo de perspectiva de um mundo libertário é irrealista e, francamente, idiota. Os empreendedores criam riqueza, sim, mas tal como a Mission New Energy, quando é feito de forma correcta, eles também criam justiça social.

Os tipos que eu conheço nestas conferências estão preocupados em fazer lucro como é óbvio, mas como homem ou mulher, eles preocupam-se mais em fazer a diferença.

Os gestores têm de gerir.

Harold Geneen, antigo director da ITT


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Steve Strauss

Steve Strauss

Steve D. Strauss, conhecido como "o maior especialista americano em pequenas e médias empresas", é um advogado, autor e colunista do jornal "USA Today".

O seu último livro é o Small Business Bible. Steve Strauss é também um orador frequente em sobre temas relacionados com empreendedorismo e gestão em vários países do Mundo e nas Nações Unidas. Se quiser contactar o Steve para dinamizar um grupo, ajudar o seu negócio a crescer, ou se quiser assinar a sua newsletter gratuitamente, "Small Business Success Secrets!", visite por favor o seu website em www.MrAllbiz.com - onde também pode ler o seu blogue,Business as Unusual.

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