Faz sentido o comércio electrónico para o nosso negócio?
Quando a bolha da Internet se formou no final da década de 90, as expectativas sobre o que seria possível fazer através da grande rede eram exageradas. Havia quem declarasse a morte de alguns sectores da economia e quem estivesse disposto a pagar milhões de euros por empresas sem activos e sem clientes. A Internet mudou de facto a forma como as empresas fazem negócio, mas uma questão que continua a ser pertinente é: no nosso sector faz sentido?
É que, por vezes, um produto simplesmente não parece servir para ser vendido online - pelo menos à primeira vista. Por exemplo, empresas de organização de eventos ou clubes desportivos precisam que o cliente esteja no local porque oferecem um produto que é, em grande parte, intangível. Mas mesmo para esses tipos de negócios, os clientes têm vindo a esperar uma presença online. Uma empresa pode vender bilhetes ou oferecer descontos através do seu site, mostrar imagens e vídeos das suas instalações, configurar jogos online que se relacionam com a área e aumentar a procura pelos produtos que oferece ou ainda permitir aos clientes fazer pagamentos através da internet.
Portanto, nem sempre é o produto que vai ser transacionado pela Internet. As empresas podem conceber produtos complementares ou serviços de apoio ou mesmo mudar radicalmente as regras do jogo para usarem todo o potencial da Web.
Que distância abranger?
Numa economia global é totalmente possível comprar e vender a empresas localizadas em qualquer parte do mundo. Os contactos de clientes ou fornecedores podem ser os mais diversos e incluir questões como formas de pagamento, garantias, prazos de entrega, devoluções, reclamações, entre muitas outras.
Muitas vezes o grande potencial de negócio está longe da sua localização física. Os seus clientes poderão não falar o seu idioma ou não se importar onde fica a sede da sua empresa. Esta é provavelmente a questão mais importante a colocar antes de avançar: vamos ser um negócio local ou global?
O que andam as outras empresas a fazer?
À semelhança das lojas "de pedra e cal", os empreendedores online devem compreender a concorrência se querem sobreviver. Uma análise competitiva ajudará os proprietários de empresas online a obter as informações necessárias para promover e diferenciar os seus negócios online.
O salto para os empreendedores que abrem as suas portas na Internet, no entanto, é aprender não apenas o que os outros concorrentes nas suas imediações estão a fazer para estimular as vendas, mas também o que os concorrentes que partilham o seu ciberespaço estão a oferecer.
Se quiser vender sapatos online por exemplo, pode fazer uma pesquisa nos principais motores de busca ou em sites como o eBay e imediatamente verá quem dá cartas neste sector. É bastante fácil ter uma ideia dos concorrentes que surgem com mais frequência e mais no topo da lista. Analisar os produtos, as estruturas de preços, as ofertas promocionais e públicos-alvo desses concorrentes poderá ajudá-los a moldar a sua lona online, para que se destaque dos restantes concorrentes. Pode ser um processo longo e demorado, mas é uma pesquisa inestimável que custa tempo mas não custa dinheiro.
De que tipos de recursos precisará o negócio?
As portas de um negócio online nunca fecham. Ao não terem uma actividade 24 horas por dia, sete dia por semana, os proprietários de empresas online podem não cumprir as ordens da forma que prometeram – uma maneira infalível de perder clientes e a oportunidade de construir a fidelidade. As empresas na internet precisam de funcionar em full time e os empreendedores precisam de ser realistas com a quantidade de ajuda de que precisarão.
Quem é o seu público-alvo?
Sempre que uma empresa abre os seus produtos ou serviços a um novo mercado, a gestão deve considerar os factores geográficos, demográficos e socioeconómicos que determinam como será a abordagem ao consumidor.
Alguns produtos, como brinquedos, material escolar ou serviços de enfermagem podem ser direccionados primariamente a um grupo etário específico.
Outros produtos ou serviços, como máquinas industriais ou equipamentos para piscinas, poderão ter como alvo um conjunto específico de áreas geográficas. Cada público-alvo é único e por isso os vendedores devem personalizar a forma como publicitam e comunicam para que os clientes criem empatia com os seus negócios.

