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Dez tendências importantes para PME

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Como se tornou já uma tradição, esta é a altura do ano durante a qual ofereço a minha visão anual sobre as 10 tendências para as pequenas empresas. Embora não seja uma coluna de previsões, está presente, por necessidade, um pouco de previsão, uma vez que as tendências, pela sua própria natureza, estão a juntar forças.

Muito certamente, isto era verdade o ano passado, quando listei, sem surpresa por parte de ninguém, a economia como principal tendência do ano e, infelizmente, não desiludi. Estou certo de que falo por muitos de nós quando digo que estamos felizes por dizer adeus a 2009.

Este ano, a principal tendência está também relacionada com a economia, mas, felizmente, não são más notícias. De facto, oferece oportunidades fantásticas para os empreendedores corajosos... mas já estou a falar demais. Isto terá de esperar até à próxima semana.

Ficam, então, aqui as Principais Tendências em Pequenas Empresas, 2010:

10. A Nova Simplicidade: Uma variedade de factores uniram-se para criar uma era de simplicidade - a economia má, as taxas de desemprego persistentemente elevadas e o rebentamento da bolha imobiliária, para citar apenas alguns.

O lado positivo é que as pessoas estão a gastar mesmos, a poupar mais e a procurar pechinchas. Para o pequeno empresário, isto tem várias ramificações: Primeiro, como certamente sabe, é mais difícil fazer com que as pessoas gastem e gastem mais. Isto não vai desaparecer tão cedo. Em segundo lugar, tem que dar às pessoas o que elas querem e aquilo que querem é pechinchas.

9. O Novo Empregado: Esta tendência está também directamente relacionada com a economia mutável e desafiadora. Cada vez mais, os empregados estão a mudar ou estão a ser mudados para contratos de part-time ou de prestação de serviços. Pode tratar-se de lay-off ou de uma redução forçada, mas, em qualquer dos casos, empregos full-time com a totalidade de benefícios estão-se a tornar cada vez mais difíceis de encontrar e de oferecer.

Não é difícil perceber por que razão os empregadores procedem assim - poupa dinheiro - mas também cria uma força de trabalho muito menos satisfeita. Eu sei, "deviam sentir-se felizes por ter um emprego!", mas, na verdade, será que não podemos elevar novamente os padrões em breve?

8. Menos Dinheiro, Mais Responsabilidade: Não gosto muito de ser o portador das más notícias e prometo que o resto desta lista não será tão sombrio, mas esta tendência é real e está ligada com as duas anteriores.

A verdade é que cada vez mais e mais pequenas empresas terão de aprender a sobreviver com menos, mesmo quando os seus fardos financeiros crescem. Existe, novamente, uma variedade de factores em jogo aqui e podem ser considerados culpados em igual medida: menos clientes com menos para gastar, bancos que não concedem empréstimos, acesso mais limitado ao crédito, o fim da utilização da garantia hipotecária como uma linha de crédito, etc.

No entanto, embora a tendência seja menos dinheiro para sobreviver (embora, certamente, seja melhor do que em 2009), as exigências financeiras sobre as pequenas empresas continuam a crescer. Felizmente, o Congresso tentou fazer alguma coisa para controlar os custos com os cuidados de saúde, por exemplo, mas, mesmo que sirva de ajuda (discutível, espero), só entrará em vigor daqui a muitos anos.

Quer-nos ajudar, Sr. Presidente? Exija aos bancos que concedam empréstimos novamente às pequenas empresas ou, como a minha colega Rhonda Abrams disse de forma tão eloquente, conceda-nos crédito fiscal para a contratação dos nossos primeiros, ou mais, empregados.

7. Bem-vindo à Era da Hiper-conectividade: Embora a sua vida e a sua marca online fossem apenas actividades independentes que constituíam, essencialmente, silos isolados, a tendência em aceleração é ir ao encontro da utilização de um número de ferramentas para criar uma interligação electrónica. Conforme explicou Adam Ostrow, Redactor-Chefe da Mashable, é fácil, inteligente e importante ligar o seu blogue à sua conta de Facebook, que também pode ser ligada à sua conta do Twitter, do MySpace, do YouTube e mais. Cada vez que actualizar o seu blog, por exemplo, o conteúdo passa automaticamente para o seu mundo online interligado.

A oportunidade e o desafio são que pode multiplicar por muitos a sua presença online. Faça-o de forma correcta e prospere; não o faça de forma correcta e não prospere.

6. Oportunidades Verdes: A impossibilidade de chegar a qualquer tipo de acordo, legalmente vinculativo, sobre o clima global em Copenhaga é uma prova de que a tendência número 6 é real e crescente - continuará a haver oportunidades em abundância na eco-esfera para os empreendedores. Os governos podem não ser capazes de criar energia verde ou veículos com emissões de carbono zero, mas o empresário inteligente consegue. Há e continuará a haver um mercado em crescimento e lucrativo para os produtos que curam o meio ambiente.

5 As redes sociais crescem ainda mais: Já reparou que "redes sociais" é um termo que não descreve realmente o seu verdadeiro significado? Sim têm uma função social, e sim são um meio, mas para as PME tornou-se muito mais do que isso. Conhecer, desenvolver e dominar as de sociais é uma das tendências mais quentes on-line:

  • Empresas como a Jet Blue (companhia aérea) ou a Comcast (telecomunicações) apoiaram-se no Twitter como ferramenta de serviço ao cliente.
  • Empresas como a Whole Foods (mercearia orgânica) e a Popeys (suplementos alimentares) usam-no cada vez mais para analisar os comentários dos consumidores, colocar notícias da empresa, etc
  • As grandes empresas descobriram o que muitas pequenas empresas já sabem: o Facebook é um óptimo meio de publicidade. "Facebook", de facto, foi o termo mais procurado prazo em 2009. (Fonte: Hitwise Experian)

Embarque no comboio das redes sociais o quanto antes, pois ele saiu da estação à velocidade da luz!

4. Atenção Local: os consumidores estão cada vez mais à procura de atenção local quando pensam onde gastar o seu suado dinheiro. Exemplo: A explosão dos mercados de agricultores nos EUA. Segundo a revista ‘Entrepreneur', "há quase 5.000 mercados de agricultores em todo o país, o que reflecte o resultado de mais de 5% de crescimento anual dos últimos cinco anos."

Além disso, como os consumidores passam mais tempo perto de casa, como as pessoas se centram cada vez mais nas suas comunidade e famílias, e com o ‘espírito verde' em crescendo, o lar é onde o coração (e o dinheiro) está.

3. Partilha vs experiências partilhadas: De acordo com um podcast recente, transmitido na rádio, era costume partilharmos experiências nacionais. O noticiário da noite era um ritual partilhado, por exemplo. O julgamento de OJ Simpson foi uma experiência partilhada, o mesmo aconteceu com o Vietname, entre outros exemplos.

Mas isso está a mudar, por duas razões. Primeiro porque os meios de comunicação social se estão a fragmentar. Com inúmeros canais de notícias, websites, canais de TV por cabo, Internet móvel e afins, a oportunidade de criar experiências partilhadas está a diminuir. Já não estamos todos a ver ou a experimentar a mesma coisa, tanto como anteriormente.

Em segundo lugar, com a facilidade de gerar conteúdos pelos utilizadores, a partilha de experiências e opiniões é cada vez mais ubíqua. O YouTube, os blogs, o Facebook, o Yelp, e mesmo o e-mail, contribuem para a fragmentação dos meios de comunicação social, bem como para uma cultura de partilha.

Para o pequeno empresário, é fundamental para perceber que:

  1. as pessoas procuram e esperam cada vez mais, a atenção personalizada, e
  2. conteúdos específicos, localizados e gerados pelo utilizador atraem a atenção.

2. Mobile Mania: Talvez a única tendência de marketing que é mais quente ainda do que as redes sociais. Porquê? Talvez porque existem quatro vezes mais telemóveis do que PCs no mundo, ou porque os telemóveis são o produto favorito da Geração Y, ou porque, no ano 2000, quase não existiam SMS mas este ano, 130 biliões de textos serão enviados através de telemóveis por mês.

Então, sim, o mobile marketing está a explodir. Quer se trate de criar a próxima grande aplicação, oferecendo aos clientes cupões em tempo real móvel, ou a criação de uma campanha de marketing em texto, em 2010 haverá muita abundância de opções móveis para pequenas empresas.

Talvez ainda melhor: A variedade de maneiras de medir o sucesso da sua campanha de marketing móvel. Segundo a Mobile Marketing Association, irá ser possível medir: "O número de visualizações, toques e digitações. O número de blogs, artigos, tweets e Diggs. O número de aquisições, conversões, as chamadas, as respostas ou compras. O volume total do cesto de compras, a memorização da marca, a lealdade e o número de recomendações.

É um mundo novo, de facto.

1. A Economia do empreendedorismo: No ano passado, 2009, a minha tendência principal foi o "Tumulto Económico", e que tumultuosa acabou realmente por ser, a economia, a Grande Recessão é grande de todas as formas erradas.

Mas este ano, enquanto o estado da economia vai continuar a ser a tendência mais significativa com impacto nas pequenas e médias empresas, a perspectiva é, ao mesmo tempo, mais brilhante e mais calma. É mais calma porque as coisas estão lentamente a voltar, se não ao normal, pelo menos a algo reconhecível. E é brilhante porque dos escombros, uma nova e vital e inovadora economia está a renascer.

Entrámos na era das PME. Tendo em conta o que o presidente da GM, Charles Wilson, afirmou uma vez "o que é bom para o país é bom para a GM, e vice-versa", pode agora dizer-se, com segurança, que o que é bom para os pequenos negócios é bom para o país.

Pense nestas estatísticas referentes PME:

  • Número de quase 30 milhões;
  • Empregam mais de metade de todos os trabalhadores;
  • Constituem 99,7% de todos os empregadores;
  • Constituem 97% de todos os exportadores;
  • Criam a maioria das inovações empresariais.

(Fonte: E.U. Small Business Administration, 2009)

Com uma taxa de 10% de desemprego, com os subsídios de desemprego a esgotarem-se, e cada vez menores, as start-ups de todas as formas e feitios estão a ganhar terreno: Lojas com um único empregado, negócios em casa, negócios em part-time, empresas online, empresas de alta tecnologia - não faltam exemplos! Estes são os empreendedores que, com a sua energia criativa, tenacidade, ingenuidade e trabalho duro estão a levar-nos para fora desta grande recessão.

Teremos de esperar até à lista do próximo ano para ver quão longe nos levarão. O meu palpite é que as empresas nascidas na recessão serão os heróis do final da década.

«O investimento de dinheiro num retorno médio de menos de três pontos acima do mercado deverá limitar-se a Ascot.»

Declaração de missão do Grupo BBA


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Steve Strauss

Steve Strauss

Steve D. Strauss, conhecido como "o maior especialista americano em pequenas e médias empresas", é um advogado, autor e colunista do jornal "USA Today".

O seu último livro é o Small Business Bible. Steve Strauss é também um orador frequente em sobre temas relacionados com empreendedorismo e gestão em vários países do Mundo e nas Nações Unidas. Se quiser contactar o Steve para dinamizar um grupo, ajudar o seu negócio a crescer, ou se quiser assinar a sua newsletter gratuitamente, "Small Business Success Secrets!", visite por favor o seu website em www.MrAllbiz.com - onde também pode ler o seu blogue,Business as Unusual.

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