Pub

Pub

300_250_pt

Os mais lidos hoje

 

NCRF 15 – Investimento em subsidiárias e consolidação - Síntese, exemplos e comentários

Avalie este Item
(2 votos)

Adoptada da norma Internacional de Contabilidade (IAS 27), a presente NCRF 15 resume-se por instruir as orientações práticas a adoptar na consolidação de contas, definindo as regras, a ser cumpridas nas demonstrações financeiras da empresa mãe, no que concerne à valorização dos investimentos financeiros em subsidiárias.

Excluem-se diferentes métodos de contabilização de concentrações empresariais e dos possíveis efeitos colaterais na respectiva consolidação.

Apresentação das demonstrações financeiras individuais da empresa-mãe

A valorização do investimento em subsidiárias ocorre pelo método da equivalência patrimonial (é um método de consolidação), a não ser que existam impedimentos à transposição de capitais para a empresa detentora (neste caso, obrigatoriamente deve ser utilizado o método do custo).

Como se efectua a consolidação de contas?

Simplesmente são utilizados procedimentos que permitem a apresentação das demonstrações financeiras do grupo (empresa mãe e subsidiária) como se se tratasse apenas de uma única entidade.

Que procedimentos são utilizados na consolidação?

Essencialmente eliminam-se todos os saldos, transacções, rendimentos e ganhos ou perdas ocorridas por inerência de operações entre a empresa mãe e subsidiárias (inclusive eventuais resultados reconhecidos nos inventários e demais activos fixos relacionados por operações entre o grupo).

Divulgações

As demonstrações consolidadas, do grupo, devem referir a natureza da relação entre as empresas e eventuais restrições que existam sobre transferências de capitais.

Se porventura existir dispensa de consolidação, a empresa mãe deve referir a base legal da razão inerente a essa dispensa.

Exemplo de aplicação do cálculo da diferença de consolidação

Imagine-se que a sociedade XPTO adquiriu por 500.000 euros (80%) uma participação na sociedade X.

Balanço da sociedade participada X

Activo (em euros) Passivo (em euros)
Activo tangível: 45.000
Capital: 200.000
Inventários: 300.000 Reservas: 150.000
Dívidas terceiros: 140.000 Dívidas a terceiros: 145.000
Caixa: 10.000
Total do activo: 495.000 Total Capital próprio e passivo: 495.000

Justos valores da sociedade participada X

Activo intangível: 50.000 euros;

Activo tangível: 100.000 euros;

Inventários: 300.000 euros;

Dívidas de terceiros: 140.000 euros;

Caixa: 10.000 euros

Dividas a terceiros : 230.000 euros

Justo valor activos

50.000 + 100.000 +300.000 + 140.000 +10.000 = 600.000 euros

Justo valor dos passivos

230.000 euros

Justo valor dos capitais próprios

600.000 – 230.000 = 370.000 euros

Apuramento da diferença de consolidação

Resolução

Na óptica da empresa XPTO (que detém a participação).

Diferença consolidação = custo aquisição participação - % participação dos justos valores activos e passivos.

Custo aquisição participação: 500.000 euros;

Justo valor capitais próprios: 370.000 euros.

DC = 500.000 – 80% * 370.000 euros = 204.000 euros.

«Nada neste mundo pode tomar o lugar de persistência. O talento não o fará; nada é mais comum do que pessoas talentosas que não têm sucesso.O génio não o fará; génio não recompensado é quase proverbial. A educação também não; o mundo está cheio de párias com diplomas. Só a persistência e determinação são omnipotentes. A palavra de ordem "Insiste" tem resolvido e sempre resolverá os problemas da raça humana.»

Calvin  Coolidge, 30.º  presidente americano


Registe-se e receba atualizações no seu e-mail!

Pedro Otero

Pedro Otero

Licenciado em Contabilidade e Administração ISCAP.

Administrador/Director Financeiro Aficor S.A

Plus500