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NCRF 11 – Propriedades de investimento - Síntese, exemplos e comentários

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As propriedades de investimento estão enquadradas na NCRF 11 (IAS 40), e caracterizam-se por propriedades detidas para obter rendas e/ou para valorização do capital (terrenos ou edifícios ou parte de um edifício).

Exemplos de propriedades de investimento

  • Terrenos detidos para valorização de capital a longo prazo (não para venda no curto prazo);
  • Terrenos detidos para uso futuro, ainda que indeterminado;
  • Edifícios detidos e locados operacionalmente;
  • Edifícios desocupados mas detidos com a intenção de locar segundo locações operacionais

Exemplos de itens que não são propriedades de investimento

  • Propriedade destinada à venda no decurso da actividade;
  • Propriedade em vias de construção ou desenvolvimento destinadas à venda ou revenda;
  • Propriedade que esteja a ser construída ou desenvolvida por conta de terceiros.

Resumo de classificação de, outros, imóveis

  • Imóveis afectos à actividade - Imobilizado tangível;
  • Imóveis destinados à venda - Inventários;

Exemplos práticos

Uma empresa adquire um terreno, estando por decidir se constrói ou se o vende a terceiros.

A decisão será tomada ainda durante o exercício económico actual. O terreno é uma propriedade de investimento?

Não! O terreno deve ser classificado como inventários. No entanto, se a empresa tiver a capacidade de deter o terreno por um período longo, com vista à sua apreciação e consequente valorização, protelando a decisão de construção ou venda, o mesmo já deverá estar enquadrado como propriedade de investimento.

Reconhecimento inicial das propriedades de investimento

O registo inicial é realizado ao preço de custo, adicionado de eventuais despesas inerentes à aquisição (honorários pagos a profissionais, impostos de transferência de propriedade ou demais despesas de compra).

Nota: As perdas operacionais, ocorridas antes do activo alcançar o nível planeado de ocupação, são excluídas do custo das propriedades.

Reconhecimento posterior das propriedades de investimento

Existem duas opções para a mensuração subsequente, seguindo o modelo do custo ou o modelo do justo valor.

Notas finais

É imperativo que uma entidade que detenha propriedades de investimento, divulgue nas suas demonstrações financeiras qual o modelo de mensuração adoptado, ou seja, se utiliza o modelo do custo ou o justo valor. Caso a propriedade esteja baseada no justo valor, a entidade deve indicar quais os critérios em que se baseou para tal valorização (por exemplo: se está baseada numa avaliação de um perito avaliador).

«Se alguma coisa é certa , é que a mudança é certa. O mundo que estamos a planear para hoje não existirá amanhã

Philip  Crosby, guru da qualidade e antigo executivo


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Pedro Otero

Pedro Otero

Licenciado em Contabilidade e Administração ISCAP.

Administrador/Director Financeiro Aficor S.A

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