Pub

Pub

Os mais lidos hoje

 

Novas formas de planeamento orçamental

Avalie este Item
(1 Voto)
A grande maioria das empresas no mundo inteiro trabalha com um modelo de gestão baseado no orçamento. É um trabalho detalhado e dispendioso, que envolve tempo e recursos na recolha, análise e projecção de números.

A gestão de topo procura, através deste processo, definir metas e tarefas que sejam desempenhadas e cumpridas durante o ano seguinte.

Apesar do esforço no levantamento e construção de um bom planeamento, nem sempre os números finais condizem com a realidade da empresa.

Embora as razões que tornam o orçamento tão popular sejam relevantes - tais como a definição de metas, controle de custos e a previsão do futuro da organização - o seu desempenho pode não ser muito satisfatório.
Por exemplo, quando comparamos um orçamento que foi previamente concebido apenas por análise dos anos anteriores a números reais do próprio ano e, quando o mercado passa por mudanças ou instabilidades económicas, as empresas perdem mais tempo com ajustes ao orçamento do que com acções concrectas para identificação de novas oportunidades.

Assumindo que o orçamento é uma forma de controle por parte dos gestores, como muitas vezes se considera, novas técnicas de gestão tendem agora a descentralizar essa responsabilidade, adoptando uma nova postura de gestão em que os colaboradores passam a contribuir para a definição de objectivos que contribuam para o desempenho geral da organização. Muitos chamam a estas novas técnicas de gestão sem orçamento.

{adsense,pub-1610445940337613,2667490482,468,60}

A gestão sem orçamento não procura suprimir as metas, mas antes identificar as metas de desempenho mais relevantes e exequíveis. Algumas dessas novas técnicas são:

  • KPIs (Key Performance Indicators): Os “Indicadores Chave de Desempenho” são ferramentas de avaliação de desempenho nas empresas. Aliados àa Tecnologias de Informação, os KPIs têm a grande vantagem de serem veículos de comunicação, facilitando a comunicação dos dos objetivos estratégicos a todos os níveis hierárquicos da empresa,
  • Balanced Scorecard (BSC): Criado a com a intenção de melhor medir a performance das organizações, principalmente no que diz respeito aos activos intangíveis. Nesta técnica, os objectivos estratégicos são criados a partir de uma visão comum e traduzidos em acções concrectas para o seu sucesso. No BSC não se avalia apenas o lado financeiro, são também consideradas as perspectivas dos clientes, a melhoria de processos internos e a cultura organizacional. Medidas adequadas e objectivos alinhados possibilitam, segundo o sistema BSC, a integração entre as acções e os resultados de toda a empresa.
  • Rolling Financial Forecast: Este método é utilizado como uma simulação de despesas e receitas financeiras contínua. Ao contrário do orçamento, que é desenvolvido para o período de um ano, o Rolling Financial Forecast tem uma visão mais realista do mercado, que está em constante mudança, e por isso visa estimular a acção contínua e flexível.
  • Beyond Budget: Tal como o BSC, o Beyond Budget também é desenvolvido de forma a descentralizar o planeamento da gestão de topo, expandindo-o a níveis operacionais. Além disso, o Beyond Budget define objectivos de Benchmark, procurando voltar a organização para fora, comparando-a com a concorrência.
Apesar desta tendência de uso de técnicas de planeamento e controlo de gestão mais flexíveis, algumas empresas ainda preferem adoptar o modelo tradicional de orçamento anual. Contudo, com as constantes mudanças globais, as organizações que não se adaptam às novas tendências, correm o risco de perderem espaço no mercado num futuro não muito distante.

Registe-se e receba actualizações gratuitas no seu email

Faça Login para poder publicar os seus comentários