- Não se limite a pegar no seu currículo mais recente, a colar o seu último emprego e dizer que está actualizado. Pare de tratar o seu currículo como um qualquer papel que tem de estar na sua pasta quando começar a ir a entrevistas e comece a vê-lo pelo que ele é... uma ferramenta de marketing e de publicidade para a sua marca "pessoal". Esqueça aquilo que acha que são as regras sobre a concepção de currículos... tenho notícias para si... não há assim muitas regras. O objectivo é causar uma impressão forte e memorável... rapidamente... seja de que maneira for. Isto pode ser conseguido comunicando o impacto que teve nas organizações onde trabalhou e provado com histórias, vídeos, estudos, citações ou ligações a podcasts, a diários e até mesmo a vídeos no YouTube. Os currículos que se lê como descrições não servem... nunca vão desafiar a gravidade, antes vão cair redondos no chão do escritório do gestor de recursos humanos.
- Esqueça os anúncios de emprego. Os anúncios de emprego só servem para as pessoas mais complacentes. Os que ficam à espera que o trabalho lhes caia no colo. Os que pensam que se atirarem muitos currículos contra a parede, um deles vai ficar colado. Mas as coisas não funcionam assim. Como a pessoa que coloca os anúncios está a ser inundado de currículos, não há hipótese de os apanhar a todos. É por isso que são obrigados a recorrer a programas de triagem para reduzirem a informação no currículo a umas quantas palavras-chave. E as palavras-chave não comunicam muito o sucesso. Além disso, enquanto esses gestores estão a tentar analisar todas as candidaturas que recebem, a verdade é que têm relações por outros canais. E é óbvio que, se alguém que conhecem lhes apresentar um candidato, é bastante provável que vão observar primeiro esse candidato e dar uma vista de olhos pelo currículo enquanto o sistema de detecção faz o trabalho sujo em relação a 500 candidatos. Que par de olhos prefere que o analisem, os de uma pessoa ou os de um computador?
- Não fique à espera que o recrutador lhe encontre o seu próximo trabalho. Mesmo um recrutador vai dizer-lhe que é mais provável que encontre o seu próximo emprego junto de alguém que conhece do que dele. Só porque encontrou o último emprego através de recrutamento, não significa que vai ser sempre assim. Os recrutadores recebem inúmeras candidaturas, mas nem sempre têm lugares para dar resposta a todos. Crie a sua rede, tornando-se num membro activo de comunidades profissionais e pessoais para aumentar a sua visibilidade e círculo de influência. Deixe de confiar nos recrutadores e comece a fazer com que as coisas aconteçam.
- Não vire as costas às redes sociais. Já ouvi todas as desculpas... se acha que as redes sociais não são relevantes na procura de emprego, veja como rapidamente se torna irrelevante para as pessoas que tomam decisões e que recorrem a esses meios para encontrar talentos. Atire-se de cabeça, comece a ter conversas, ajude os outros e descubra como proteger a sua privacidade para aliviar as preocupações que sente em usar estas ferramentas.
- Não se limite a comprar um livro sobre entrevistas e achar que sabe fazê-lo bem. Os livros podem ajudar a criar as bases para a sua estratégia de entrevistas, mas não lhe dizem o que deve responder. Uma boa estratégia de entrevistas consiste em comunicar o seu valor único com histórias sobre o seu sucesso. Analise as perguntas das entrevistas para determinar a competência que o entrevistador está à procura. Depois, dê um exemplo de algo que tenha feito no passado que prove que tem essa competência. Esta estratégia dá-lhe credibilidade e ajuda o entrevistador a confiar nas suas capacidades. Nunca vai conseguir convencer um entrevistador com as respostas feitas listadas na página 23 de um qualquer livro de auto-ajuda.

