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Mais sobre networking

Escrito por  Barbara Safani
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Recentemente li o novo livro de Liz Lynch, o Smart Networking: Attract a Following In Person and OnlineSmart Networking: Attract a Following in Person and Online. O livro está cheio de dicas para ganhar um nível confortável de networking, para expandir o alcance deste, para criar uma marca pessoal e para se divertir enquanto faz tudo isso. Os conselhos de Liz são sempre autênticos e respeitam a zona de segurança do indivíduo, além de que sugere estratégias que realmente funcionam.

 

Eis algumas das verdades de Liz que podem ajudar os que procuram emprego a ultrapassar a conversa negativa com que por vezes se lida no networking.

  1. Se não se sentir inspirado pelas pessoas quer o rodeiam, conheça pessoas novas. É frequente os networkers queixarem-se de que não conhecem ninguém que os possa ajudar. Isto normalmente significa que não pediram ajuda ou que se sentem envergonhados por pedirem ou ainda que não querem ser um fardo para os outros. As pessoas não podem dar inspiração enquanto não souberem do que precisamos. Mesmo que pense que um amigo não o pode ajudar, ele pode estar ligado a outras pessoas que podem. Perguntar não ofende.
  2. O pior do networking é a própria palavra. O Networking tem mau nome porque as pessoas não se esforçam no networking. Algumas pessoas só dão para receberem e outros até ignoram o network quando não precisam de nada. O networking trata-se de reciprocidade e de partilha de informação contínua, algo que é benéfico para todos. Não se trata de saber vender ou de fazer promessas vãs.
  3. Se não conseguir encontrar uma actividade de networking que se adeque a si, é porque não está a procurar bem. Muitas vezes, quando falo com alguém sobre os contactos da network, a resposta é que não conhecem ninguém. Mas quando aprofundo esta questão, rapidamente descobrem que afinal conhecem muita gente. O segredo está em explorar todos os grupos de afinidade possíveis que poderão ter sido desenvolvidos no trabalho, na escola, nas associações profissionais, nos desportos, na religião, na comunidade, etc. Pense no que faz no seu tempo livre e em como se pode ligar às pessoas. Encontra-se com outras pessoas graças a actividades escolares dos filhos, na igreja, no passeio com o cão pela vizinhança, no jogo de hóquei, numa associação desportiva ou num clube de leitura? Se sentir que a sua ligação com os outros é fraca, pense naquilo de que gosta de fazer e junte-se a um grupo que lhe permita estar com outras pessoas que também gostam do mesmo. Todas as pessoas de um grupo estão ligadas por interesses em comum. O interesse comum leva à amizade. A amizade leva à confiança. Quando se estabelece confiança, começa-se a procurar esses contactos para obter informação que pode ser relevante para a procura de trabalho. As pessoas vão estar mais dispostas a partilhar informação se já houver um valor estabelecido na relação.
  4. Todos ganhamos se ajudarmos os outros a ganhar. Ajudar os outros é o melhor que se pode fazer e consegue-se sempre alguns frutos. A pessoa que ajuda numa falha do computador, num problema profissional ou numa crise familiar vai lembrar-se do seu contributo e estar mais disposto a ajudá-lo no futuro.

Que estratégias tem seguido para aumentar a sua network? Sinta-se à vontade para partilhar os seus feitos connosco.

«Todos vivem da venda de alguma coisa.»

Robert Louis Stevenson, autor de Kidnapped


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Úlima modificação em Quarta, 29 Dezembro 2010 16:06
Barbara Safani

Barbara Safani

Barbara Safani é consultora nas áreas relacionadas com o desenvolvimento organizacional. Colabora com diversas empresas da revista Fortune 100 e com indivíduos na criação de soluções de networking, procura de emprego e negociação salarial.

É fundadora da Career Solvers, empresa especializada em recrutamento e selecção.

Website: www.careersolvers.com/