Que nível de acompanhamento se espera dos candidatos ao emprego? O que é que é demais?
Normalmente, uma vez por semana está bem. Três vezes por semana é demasiado.
Qual é a sua opinião em relação ao envio de cartas após uma entrevista?
Prefere que sejam enviadas por e-mail ou correio normal? Os candidatos devem enviar sempre cartas de agradecimento. Mostra cortesia e pode servir para demonstrar personalidade e capacidade de escrita. O e-mail é aceitável, mas o correio normal é um toque diferente.
O que é que mais o incomoda numa entrevista e porquê?
O que mais detesto numa entrevista é quando os candidatos trazem café para a sala (comprado no exterior). A pastilha elástica e a falta de contacto ocular também me distraem.
O que é que mais o incomoda num currículo e porquê?
O que mais me incomoda é o formato de parágrafo. O formato directo é muito mais claro e conciso.
Identifica diferenças significativas entre a geração Y, a geração X e os candidatos espontâneos? Quais os pontos fortes e fracos de cada grupo?
De modo geral, parece-nos que candidatos espontâneos desejam mais estabilidade e estão mais abertos à mudança em termos de conselhos, resposta e preparativos. A longevidade e a lealdade costumam ser mais importantes para eles. Os da geração Y tendem a preocupar-se mais com o satisfazer das suas próprias necessidades. São bons a fazer projectos e a comunicar o que necessitam, mas não costumam estar tão predispostos a tentar perceber como atingir objectivos. Os da geração X costumam ser uma combinação dos dois.
Utiliza alguma ferramenta profissional ou social como o LinkedIn e o Facebook para procurar candidatos? Costuma procurar os seus candidatos no Google ou analisar os perfis deles antes de os entrevistar? Há alguma coisa que talvez o fizesse não contactar alguém depois de ver o perfil de networking?
Usamos sempre o LinkedIn, mas não o Facebook. Não pesquisamos os nossos candidatos nem consultamos os perfis on-line antes das entrevistas, mas teria problemas em contactar um candidato se visse um uso excessivo de profanações ou loucuras. Isso levar-me-ia a questionar o nível de maturidade do candidato e a capacidade para ser responsável.
Se alguém tiver uma falha na cronologia, como recomenda que lidem com essa questão no currículo?
Deve-se falar sempre da falha, nem que seja só uma entrada pequena, com uma frase ou um sumário do que levou a isso.
Costuma ler cartas de intenção? Porquê ou por que não?
Normalmente, não, a menos que o candidato esteja a concorrer a um cargo específico ou se tal for exigido pelo gestor de recrutamento. Uso as cartas de intenção mais como uma ferramenta para ter uma noção das capacidades de comunicação e da personalidade e para aferir se o candidato se adequa ao cargo. Normalmente, a experiência mencionada no currículo, as conversas por telefone e a entrevista pessoal são melhores ferramentas para determinar qualificações e aptidões.
