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Perguntas do recrutador, Parte Três

Escrito por  Barbara Safani
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Quais são as três perguntas mais importantes que coloca aos candidatos numa entrevista?
  1. O que é que o seu gestor actual/passado diria sobre si em termos de personalidade, capacidades e pontos fortes?
  2. Qual foi o seu emprego preferido e porquê?
  3. O que tem mais peso para si em relação ao seu próximo cargo - o sector, as pessoas, o ambiente, os deveres, o salário, etc.

Que nível de acompanhamento se espera dos candidatos ao emprego? O que é que é demais?

Normalmente, uma vez por semana está bem. Três vezes por semana é demasiado.

Qual é a sua opinião em relação ao envio de cartas após uma entrevista?

Prefere que sejam enviadas por e-mail ou correio normal? Os candidatos devem enviar sempre cartas de agradecimento. Mostra cortesia e pode servir para demonstrar personalidade e capacidade de escrita. O e-mail é aceitável, mas o correio normal é um toque diferente.

O que é que mais o incomoda numa entrevista e porquê?

O que mais detesto numa entrevista é quando os candidatos trazem café para a sala (comprado no exterior). A pastilha elástica e a falta de contacto ocular também me distraem.

O que é que mais o incomoda num currículo e porquê?

O que mais me incomoda é o formato de parágrafo. O formato directo é muito mais claro e conciso.

Identifica diferenças significativas entre a geração Y, a geração X e os candidatos espontâneos? Quais os pontos fortes e fracos de cada grupo?

De modo geral, parece-nos que candidatos espontâneos desejam mais estabilidade e estão mais abertos à mudança em termos de conselhos, resposta e preparativos. A longevidade e a lealdade costumam ser mais importantes para eles. Os da geração Y tendem a preocupar-se mais com o satisfazer das suas próprias necessidades. São bons a fazer projectos e a comunicar o que necessitam, mas não costumam estar tão predispostos a tentar perceber como atingir objectivos. Os da geração X costumam ser uma combinação dos dois.

Utiliza alguma ferramenta profissional ou social como o LinkedIn e o Facebook para procurar candidatos? Costuma procurar os seus candidatos no Google ou analisar os perfis deles antes de os entrevistar? Há alguma coisa que talvez o fizesse não contactar alguém depois de ver o perfil de networking?

Usamos sempre o LinkedIn, mas não o Facebook. Não pesquisamos os nossos candidatos nem consultamos os perfis on-line antes das entrevistas, mas teria problemas em contactar um candidato se visse um uso excessivo de profanações ou loucuras. Isso levar-me-ia a questionar o nível de maturidade do candidato e a capacidade para ser responsável.

Se alguém tiver uma falha na cronologia, como recomenda que lidem com essa questão no currículo?

Deve-se falar sempre da falha, nem que seja só uma entrada pequena, com uma frase ou um sumário do que levou a isso.

Costuma ler cartas de intenção? Porquê ou por que não?

Normalmente, não, a menos que o candidato esteja a concorrer a um cargo específico ou se tal for exigido pelo gestor de recrutamento. Uso as cartas de intenção mais como uma ferramenta para ter uma noção das capacidades de comunicação e da personalidade e para aferir se o candidato se adequa ao cargo. Normalmente, a experiência mencionada no currículo, as conversas por telefone e a entrevista pessoal são melhores ferramentas para determinar qualificações e aptidões.

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Úlima modificação em Quarta, 29 Dezembro 2010 16:07
Barbara Safani

Barbara Safani

Barbara Safani é consultora nas áreas relacionadas com o desenvolvimento organizacional. Colabora com diversas empresas da revista Fortune 100 e com indivíduos na criação de soluções de networking, procura de emprego e negociação salarial.

É fundadora da Career Solvers, empresa especializada em recrutamento e selecção.

Website: www.careersolvers.com/
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