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Como criar e gerir a sua rede de contactos

Escrito por  Admin
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“Quem tem amigos não morre na cadeia” - os ditados populares são uma forma de transmitir de geração em geração o conhecimento empírico acumulado durante séculos. Este ditado em particular traduz bem a importância das relações sociais e profissionais como factor preditor de sucesso. Com o evoluir da minha carreira profissional mais me convenço disso mesmo, e exagerando um pouco: diz-me quem conheces que eu dir-te-ei o teu futuro.

A natureza humana é má conselheira no desenvolvimento da rede de contactos.

Existem pessoas que têm mais facilidade em comunicar e criar empatia com outras, o que não significa necessariamente que o farão. Pois é, nem mesmo estas pessoas com boas competências interpessoais escapam a uma característica humana nefasta para o desenvolvimento da rede de contactos: as pessoas gostam de estar e de falar com pessoas em que se revejam. Por outras palavras, com quem tenham afinidades.
Como facilmente podemos compreender, isto não é nada bom para estabelecermos novos contactos. Temos sempre tendência para falarmos com as mesmas pessoas ou pelo menos com o mesmo tipo de pessoas, ou seja, vamos ter tendência para limitarmos o nosso círculo de contactos.

Caracterização de uma rede de contactos

É normalmente admitido a existência de dois tipos de relações: as fortes e as fracas. Consideramos que uma relação é forte quando temos condições suficientes para “utilizar” este nosso contacto no estabelecimento de outro que nos apresente como necessário; se pelo contrário isso não acontece, então classificamos a relação com fraca.

A rede de contactos de uma pessoa caracteriza-se por ter poucas relações fortes e muitas fracas. No entanto as relações fortes têm um efeito exponencial, pois dão-nos acesso, através de outra pessoa, a mais 40 000 relações (novamente algumas fortes e muitas fracas). Em conclusão, mais vale um bom lote de relações fortes, com pessoas bem posicionadas, do que conhecer meio mundo de vista.

Recomendações práticas
Por tudo que foi dito surge um conjunto de sugestões de carácter prático que vão ajudá-lo a criar e tirar melhor partido da sua rede de contactos:
  • Tente contrariar a sua natureza e fale com as pessoa com que habitualmente não o faz. Por outras palavras, tente ser mais universal;
  • Não se deixe cair em rotinas: mude de ginásio, de tempos em tempos de emprego, fomente pelo menos a rotação em termos de função;
  • Saia com alguma frequência da organização em que trabalha: visite clientes e fornecedores; sempre que possível, vá a seminários e conferências; etc;
  • Não confie na sua memória. Lembre-se deste número: 40 000 contactos. Por isso: tome nota dos seus contactos; utilize sistemas informáticos e a Internet para gerir a sua rede de contactos;
  • Planeie a manutenção e reforço dos contactos que mais lhe interessam. Invista mais na criação de contactos fortes bem posicionados;
  • Não se esqueça: uma pessoa é como uma marca, tem imagem e reputação. Cuide bem delas;
  • Lealdade e criação de interesses comuns – a chave para criar relações fortes;
  • Crie um toque pessoal em cada relação. Não se esqueça que respeito é diferente de afecto;
  • Tente fazer um curso de média duração de três em três anos. Este curso deve ter um número relevante de participantes e estes devem ter perfis profissionais com potencial. São tanto ou mais importantes estes aspectos, do que os conteúdos programáticos e o corpo de docentes. Por outro lado deve tentar variar as áreas temáticas dos mesmos. Isto leva a dois benefícios: actualização de conhecimentos e criação de relações fortes.
«As pessoas perguntam qual é a diferença entre um líder e um chefe [...] o líder trabalha a descoberto, o chefe trabalha encapotado. O líder lidera, o chefe guia.»

Theodore  Roosevelt, presidente americano


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Úlima modificação em Quarta, 29 Dezembro 2010 16:21