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Como inovar durante a crise
Por muito difícil que seja sobreviver ao clima económico dos nossos dias, inovar continua a ser uma obrigação. Apenas as empresas mais inovadoras vão continuar a existir num futuro próximo; as restantes vão desaparecer.

Mas a crise económica pode oferecer também algumas oportunidades interessantes para ser inovador, como a História demonstra. Se analisarmos as recessões anteriores poderemos aprender alguma coisa que nos ajuda não só a sobreviver, mas também a crescer. E, uma vez atravessada a crise, estaremos muito melhor preparados.

Aqui ficam as nossas sugestões para inovar durante a crise.

Servir bem os clientes
Recentemente decidi anunciar os meus serviços junto de uma conhecida empresa de publicidade (é mesmo uma empresa muito conhecida). Depois de três telefonemas e três e-mails, passado mais de um mês, ainda não tinha recebido uma proposta por parte da empresa para colocar um anúncio, que parecia ter sido esquecido. Zangado, perguntei se achavam que estávamos em crise ou se simplesmente não gostavam do meu dinheiro...

Não compreendo como se pode ser tão distraído numa altura destas. As empresas que se mantêm bem perto dos seus clientes estão bem posicionadas para criarem, com eles, uma boa ligação emocional, para propor novos produtos e reinventar toda a noção de "serviço ao cliente". As que se distraem vão usar as técnicas do costume: "cortar custos", "despedir".

Uma boa oportunidade para cooperar
Como o seu negócio não é o único a atravessar uma crise financeira, é uma boa altura para abrir o seu espírito à cooperação. Talvez não seja usual na sua empresa pensar nestes termos, mas a cooperação com outras empresas, sejam clientes, fornecedores, mesmo concorrentes pode trazer boas oportunidades! As recessões anteriores ensinam-nos que a quebra da procura de alguns dos produtos preferidos pelos consumidores aumenta a procura de produtos complementares.

Pode focar-se num determinado segmento de mercado onde é forte e associar-se a outra empresa que se especializa noutro segmento, evitando assim desperdiçar recursos onde não tem uma posição competitiva. Por exemplo, os negócios de reparação automóvel costumam ser muito bem sucedidos durante as crises, quando a venda de automóveis novos desce. O batôn funciona muito bem nestas alturas como complemento à roupa de moda. A formação profissional como alternativa ao desemprego...

Abra o seu espírito e comece a pensar nas empresas com as quais poderia unir esforços acrescentando valor para ambas. Se uma parceria funciona bem durante uma crise económica, pode ser muito mais rentável em períodos de expansão económica.

Pode por exemplo propor aos seus fornecedores e clientes uma gestão conjunta de stocks ou até de toda a cadeia de abastecimento, reduzindo custos de inventário e minimizar as perdas de vendas por falta de stock.

Também pode pedir novas ideias aos seus colaboradores como forma de inovar e proteger os seus empregos. A liderança e a indicação clara das áreas com mais potencial de inovação vão ajudar a conceber ideias mais relevantes e a criar um espírito de união.

Comunicar sempre!
Um dos maiores erros que vejo muitos pequenos empresários fazerem é cortar drasticamente nas despesas de publicidade. Há muitas formas de aumentar os seus esforços de divulgação e ainda assim manter um orçamento modesto.

A Internet chega a milhões de pessoas todos os dias e é tão fácil (e barato) usar esta poderosa ferramenta de comunicação para atingir uma audiência que se interesse pelo seu produto ou serviço.

Com a massificação das tecnologias Web e a redução dos custos de telecomunicações, hoje praticamente não custa comunicar e divulgar a sua empresa, participar em fóruns de discussão, compreender as motivações do seus consumidores e mesmo socializar através da Internet. Ainda assim são tantas as empresas que não têm sequer um website ou um blogue!

Se estiver disposto a perder um pouco de tempo, pode colocar vídeos no Youtube onde refira as vantagens do seu produto ou serviço e analisar o impacto e a reacção que teve nas pessoas. Na sua interacção com os utilizadores da Internet pode inclusivamente descobrir novos mercados ou necessidades que nem sequer havia considerado.

Mantenha-se "à frente" da recessão tanto quanto seja possível, concentre-se "no que vem a seguir" e as suas hipóteses de sobrevivência aumentarão. Se for muito proactivo durante a crise, talvez apanhe a sua concorrência desprevenida e atinja um novo patamar, quando tudo passar.


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