| Ethonomics |
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Esta nova buzzword deve ser importante. Para a prestigiada Fast Company, o fim da era financeira tal como a conhecemos abriu caminho a uma nova era de "Economia Ética", onde os novos empreendedores e inovadores de grandes empresas estão tão preocupados com o impacto no meio-ambiente como nos lucros.
Segundo esta nova filosofia de gestão, veremos no futuro proximo mais agricultura e energia sustentável, revitalização urbana e tecnologias de informação verdes numa mistura de responsabilidade social, ética, design e tecnologia.
Os resultados da gestão "etonómica" já começam a surgir um pouco por todo lado e os grandes investidores mundiais estão, como sempre, atentos às novas oportunidades. Nomes como Warren Buffet, Bill Gates, Ingvar Kamprad e Larry Page fazem parte de uma lista concebida pela revista Times Online - o green ranking - como os primeiros a atirar dinheiro a sério para projectos verdes, cheios de boas intenções.
Um outro projecto interessante citado pela Fast Compnay consiste em habitações de luxo feitas de contentores recicláveis, transportáveis e de baixo custo - como por exemplo o projecto Quik House do arquitecto Adam Kalkin, que permite construir uma casa em menos de três meses por um preço a partir de $50.000.
Por muito que esta tendência seja visível (irreversível, mesmo) a nível global, o sucesso da gestão verde vai depender de dois stakeholders soberanos: o consumidor e o investidor.
O primeiro preocupa-se mais com o seu bem estar pessoal ou com o meio-ambiente? Não me refiro a uma questão de opinião, porque nesse caso diria que o consumidor está mais do que sensibilizado, ele está mobilizado. Mas numa situação em que o consumidor quer um par de sapatilhas ou uma televisão plasma, é que tem de decidir o futuro da gestão verde: vai abdicar do seu bem estar e dos seus desejos em função da mão-de-obra infantil ou da poluição das fábircas chinesas? Neste primeiro ponto, parece-me que a informação terá de ser mais fluída do que é actualmente.
Relativamente aos investidores, o facto de vermos os grandes nomes na lista da Times, é, por si só, um sinal de confiança. Mas os lucros têm de continuar ainda de provar. Como ainda teremos mais esquemas de pirâmide por revelar, que nos vão mostrar que a ética das empresas ainda está longe, ou como escreveu a filósofa americana Ayn Rand, "Capitalismo e altruismo são incompatíveis; são opostos filosóficos, não podem coesistir no mesmo homem ou na mesma sociedade".
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