Resumidamente, o Capex (Capital Expenditure- em português, despesas de capital ou investimento em bens de capital), designa o montante de investimentos realizados em equipamentos e instalações de forma a manter a produção de um produto ou serviço ou para manter em funcionamento um negócio ou um determinado sistema. O capex ocorre quando uma empresa compra activos (imobilizado), ou investe em activos já existentes, que possuam uma vida útil superior ao exercício em que ocorre a compra ou investimento, estando sujeitos a um reconhecimento do respectivo custo ao longo de vários exercícios, via amortizações, tendo em vista trazer benefícios futuros.
Por oposição, o Opex (Operational Expenditure - despesas operacionais), refere-se ao custo associado à manutenção dos equipamentos e aos gastos de consumíveis e outras despesas operacionais, necessários à produção e à manutenção em funcionamento do negócio ou sistema. Por exemplo, a aquisição de uma máquina é Capex, enquanto os custos com a sua manutenção é Opex.
Relativamente ao Fundo Maneio, é uma margem de segurança para evitar rupturas de tesouraria. Não é mais do que a parte excedente do activo circulante que cobre o passivo circulante, ou seja, a parte dos activos fáceis de liquidar que cobre os passivos que exigem liquidação a curto prazo.
Os Activos Circulantes são o conjunto de contas do activo com bastante liquidez, que se antecipa serem convertidas em dinheiro num prazo menor que um ano. É a soma das contas do Balanço: Clientes, Existências, Títulos Negociáveis e Caixa.
É preciso ter em atenção que as contas de Clientes e Existências fazem parte das Necessidades de Fundo Maneio, tendendo a consumir mais recursos à medida que a empresa cresce, pois à medida que se vende mais, torna-se maior a necessidade de financiar clientes e de ter existências em stock, como veremos seguidamente.
Os Passivos Circulantes, por sua vez, são as obrigações que normalmente são pagas dentro de um ano: dívidas com fornecedores de mercadorias ou matérias-primas, impostos, empréstimos bancários com vencimento nos próximos 360 dias, encargos sociais, provisões (despesas incorridas, geradas, ainda não pagas, mas já reconhecidas pela empresa: imposto de renda, férias, 13° salário etc.), salários, títulos a pagar.
Resumindo, o fundo de maneio é a parte dos capitais permanentes que não é absorvida no financiamento do imobilizado líquido, indo cobrir as necessidades de financiamento do ciclo de exploração.
O cálculo do Fundo Maneio:
Activo Circulante-Passivo Circulante
Ou,
Capitais Permanentes-Imob.Líquido
Então as necessidades de fundo de maneio, consistem em:
Clientes+Existências-Fornecedores
A sua variação positiva resulta numa aplicação de cash flow, ou seja, consome capital. Portanto subidas de clientes ou existências, normais com o aumento da actividade, são ao mesmo tempo negativas por consumirem recursos, ao passo que subidas de fornecedores providenciam recursos (e descidas, consomem-nos por ausência e necessidade de substituição).
Se os Clientes deixarem de pagar, ou se começarem a pagar tarde, as empresas ficam em dificuldades, uma vez que os seus credores (funcionários, Estado, fornecedores) não apresentarão grande flexibilidade em termos de prazos de pagamento.
Mas então como podemos fazer face ao crescimento das Necessidade de Fundo Maneio?
Existem várias medidas que uma empresa pode tomar para limitar o investimento que tem de fazer em Fundo Maneio. Enquadrando-se em 3 campos:
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Minimização das quantidades e valores em stock;
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Minimização dos prazos e montantes em recebimento;
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Maximização dos prazos e montantes de pagamento.
Alguns exemplos mais concretos:
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Aumentar o controlo de stocks;
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Utilizar filosofias de aprovisionamento just-in-time. Sendo para tal necessário melhorar os processos produtivos, e/ou estabelecer relações com fornecedores próximos, para consequentemente minimizar stocks;
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Venda de mercadorias em consignação, com a consequente menor necessidade de financiar stock
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Esforço na gestão de recebimentos, cobranças, de forma a minimizar saldos de clientes e prazos de recebimento
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Incentivos ao recebimento mais rápido via descontos de pronto pagamento
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Uso de factoring para antecipar recebimentos (se o custo não for proibitivo)
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Estabelecimento de relações fortes com fornecedores, de forma a obter mais crédito, com prazos mais longos.

