Aumente os bens de que é proprietário
Tornar os seus bens mais produtivos, colocando o seu capital a trabalhar nas taxas de retorno (ajustadas ao risco) mais elevadas. Se tem de viver da sua carteira de investimentos sem precisar de vender capitais para financiar o seu estilo de vida, poderá conseguir vender títulos a render 3% e comprar propriedades, sem passivo, que rendem 10%.
Por cada 100 mil euros de bens, esta operação irá aumentar o seu património líquido em 7 mil euros todos os anos (10% - novo rendimento; 3% - rendimento antigo; 7% - rendimento adicional), uma vez que os ganhos regressam ao seu balanço sob a forma de rendas e aumento de valor imobiliário (sempre que aplicável).
Da mesma forma, se utilizar 5 mil euros para comprar uma nova mobília para a sala de estar em vez de comprar acções de grandes empresas (blue chip), está a tornar os bens "não produtivos" do ponto de vista financeiro. Uma vez escrevi sobre as seis maneiras segundo as quais, pessoalmente, classifico os activos num artigo chamado Os Seis Diferentes Tipos de Activos - A Hierarquia para a Alocação de Capital (na verdade, existem mais alguns, mas eu tinha que simplificá-los para os iniciantes).
Reduza as suas dívidas
Faça com que as suas responsabilidades financeiras lhe custem menos, acumulando ou refinanciando a dívida que tem. Se tem um negócio e se conseguir consolidar 500 mil euros em dívidas num único empréstimo para pequenas e médias empresas, cortando a taxa de juro média de 12% para 8%, não está apenas a poupar 20 mil euros por ano em despesas com juros, mas também a diminuir o seu pagamento total, libertando dinheiro para construir a sua liquidez ou para investir em bens adicionais ou na redução da dívida.
Tudo o resto que discutimos - acções, títulos, estruturas da empresa, normas fiscais, etc. – são apenas maneiras de realizar estes quatro objectivos importantes. De cada vez que fizer uma delas, o seu património líquido cresce (desde que faça isto de forma correcta e seja inteligente na gestão de riscos). Se tem a oportunidade para disparar em todas as direcções, poderá criar um ciclo virtuoso, onde o seu património crescerá de forma exponencial.
Tomemos o exemplo da Microsoft. No início da sua história, pagou todas as dívidas e manteve um balanço sem dívidas, tendo assim poucas ou nenhumas responsabilidades para gerir! Nenhum lucro era usado para pagar juros. Isto significava que a Microsoft se podia concentrar em aumentar o seu património e depois em tornar esse património mais produtivo.
Quando as pessoas falam em arranjar "um bom trabalho", na verdade estão a expressar o desejo de receber mais compensação pelo seu capital humano (experiência, credenciais, inteligência e reputação). Querem fazer com que os seus activos – o seu capital humano – sejam mais produtivos, permitindo-lhes exigir um maior rendimento por cada hora do tempo que vendem. A procura por neurocirurgiões é elevada, em relação à oferta e por isso podem ganhar mil ou mais euros por hora, enquanto uma pessoa que lave pratos não pode esperar muito mais do que ganhar o salário mínimo.

