Pub

Pub

300_250_pt

Os mais lidos hoje

 

Como escolher acções para o seu portefólio

Escrito por  Joshua Kennon
Avalie este Item
(2 votos)

Uma das perguntas mais frequentes que recebo é "Como arranjar uma lista de acções para o seu portefólio, que depois possam ser investigadas de forma mais aprofundada?" ou, nas palavras de um leitor:

"Sei que no passado referiu que as empresas têm de passar o seu teste inicial antes as investigar de forma mais aprofundada, mas onde é que podemos começar este processo inicial de descoberta? Analisa alguns números num programa específico da sua corretora ou pesquisa listas em sites como Yahoo!Finance para encontrar empresas que vão ao encontro dos seus parâmetros? Como é que descobre empresas que possam estar a ser desvalorizadas numa determinada altura? Ou limita-se a encontrar empresas de que goste e espera que fiquem desvalorizadas? Ou uma mistura entre os dois?"

Esta é uma pergunta fantástica. Desde que tenha a capacidade para avaliar empresas individuais (sabem que acredito em fundos cotados (ETF) de baixo custo, amplamente diversificados com dividendos reinvestidos em contas que proporcionam benefícios fiscais), encontrar uma lista de acções de investimentos interessantes para o meu portefólio é uma das coisas mais importantes a fazer. A sua lista de acções é mesmo o ponto de partida para construir o seu portefólio.

Começo por fazer algumas análise que me dá uma lista de acções muito ampla, que depois posso filtrar.

1. As Acções de "Sonho"

Costumo escrever a minha lista de acções em papel pautado antes de me sentir preparado para a refinar e nessa altura crio uma folha de cálculo no Microsoft Excel, onde cada lista de acções tem o seu próprio separador. Se estou seriamente interessado numa acção de uma empresa para investimento, darei a essa empresa uma folha de cálculo à parte e analiso números, cenários e avaliações.

As primeiras empresas a ficar na minha lista de acções são as empresas de "sonho"que têm características óptimas, como poucas ou nenhumas dívidas, grandes rentabilidades sobre o capital próprio, boas características económicas, uma boa equipa de gestão, um historial inteligente e orientado para os accionistas através da distribuição de dividendos, protecções naturais contra a inflação, etc. Todos os anos, escrevo o nome destas empresas numa lista de acções a acompanhar e leio o relatório anual, relatórios trimestrais e outros documentos importantes. Estimo aquilo que acho que vale e crio alertas para ser notificado se alguma cair abaixo do meu cálculo de valor intrínseco. Se tiver sorte, poderei acrescentar uma ou duas em poucos anos.

2. Acções de Situações Especiais

Analiso as notícias sobre empresas que recompram acções próprias maiores do que o habitual, dividendos especiais, cisões, liquidações, reestruturações ou outros tipos de transacções. Há muitas maneiras para controlar esses tipos de coisas, mas não precisa de gastar (nem mesmo muito) dinheiro graças à Internet. Existe um site, por exemplo, que publica listas actualizadas das acções em categorias tais como "últimos anúncios de recompra de acções" e "top 10 de acções de dividendos no sector de bens públicos eléctricos".

Na maioria dos casos, puxo do Value Line Investment Survey ou outra fonte de dados de pesquisa no escritório e tento calcular o efeito total no valor intrínseco, por acção, que pode ocorrer por causa do anúncio. Se parecer promissor, arranjo uma cópia do Relatório Anual e outra documentação, etc.

3. Os Stock Screeners

A terceira forma através da qual as empresas entram na minha lista para investimentos potenciais é através da utilização de screeners. Existem inúmeros screeners gratuitos e pagos no mercado. Mencionarei já o Yahoo Finance, que é um screener decente. Muitas vezes, coloco sub-listas de acções, como "empresas com potencial para distribuir grandes dividendos" ou "empresas com elevada alavancagem operacional".

Procuro empresas com elevados resultados por acção e rácios PER (Price-to-earnings ratio) relativamente baixos, rentabilidade do activo elevada, rácios PBV (pricet-to-book value) baixos e outras combinações de rácios de gestão que poderão resultar em descobertas interessantes. Depois, pego na lista de acções e coloco-a numa folha de cálculo, extraio informações sobre cada uma e faço uma avaliação rápida, baseada na minha experiência, sobre se uma empresa merece um olhar mais atento.

Como é que sei? Anos a olhar para as demonstrações financeiras – há um série de coisas que quero identificar, tais como os custos de financiamento em relação ao capital investido a relação entre o fundo de maneio e o resultado líquido, que me permitem aferir sobre a "qualidade" dos lucros.

4. Os Inquéritos Estatísticos

À semelhança dos meus heróis antes de mim, vejo milhares de páginas de relatórios que extraio da Value Line, Morningstar, S&P, etc. para saber tudo o que posso sobre empresas diferentes. Destaco os nomes das empresas que acho interessantes e mantenho-as numa lista especial de acções. Outras vezes, estudo os maiores jogadores mundiais em diferentes indústrias e sectores, de modo a que, se algo acontecer e se eu quiser ter uma empresa de vidro, imediatamente sei quem são, a sua quota de mercado relativa e outros factores importantes para que eu não tenha que começar do zero aquando da leitura do relatório anual. Estes não são formalizados em qualquer lugar, apenas mantenho a lista das acções na minha cabeça.

Isto é, tento saber o que é considerado um "bom" resultado por acção, rentabilidade do activo, rácio de endividamento, rotação de avtivos, margens brutas, margem de exploração, margem líquida e mais para todos os diferentes tipos de negócios - lojas de jóias, companhias de seguros, prédios de apartamentos, construtoras, fabricantes de pianos, minas de ouro, produtos farmacêuticos, produtos de consumo, alimentos embalados, restaurantes, bancos ... a lista é interminável.

5. Coincidência

Finalmente, posso ouvir falar de uma empresa, ver uma empresa nova que está cheia no shopping, ler uma história sobre a direcção ou apenas tropeçar nela de alguma forma ou ficar intrigado e querer saber mais sobre como faz dinheiro, os lucros que gera para os accionistas, etc. Um amigo poderá comentar "Sim, todos os meus filhos querem fazer lá compras" ou uma notícia no The Wall Street Journal poderá chamar a minha atenção. Um olhar rápido pela secção financeira poderá ajudar-me a determinar se devo acrescentar algo à minha lista de acções para investimentos futuros.

«A tarefa do líder é levar as suas gentes de onde estão até onde nunca estiveram.»

Henry  Kissinger, político americano


Registe-se e receba atualizações no seu e-mail!

Úlima modificação em Sexta, 18 Fevereiro 2011 14:45
Joshua Kennon

Joshua Kennon

Joshua Kennon é um investidor privado, escritor e empreendedor. Escreve regularmente no seu blogue pessoal em www.joshuakennon.com e no Begginers Invest, que recomendamos.

Website: www.joshuakennon.com/

Video Relacionado

Plus500