O rendimento do seu agregado era cerca de 72 mil euros por ano, o que significa que com os custos com habitação, impostos, seguros e outras despesas, as dívidas com o cartão de crédito lhe levavam quase 35% do seu rendimento líquido, já contando com o pagamento do capital. Esta é uma enorme frustração: ver €1 em cada €3 que ganha do seu rendimento sair para pagar ao banco, enquanto o seu saldo quase nem se mexe.
Existem três bons conselhos para amortizar as dívidas do cartão de crédito:
- Pare de Gastar;
- Pague o saldo mais baixo primeiro; e
- Tente negociar um plano de amortizações
Conselho n.º 1 – Pare de Gastar
Isto parece simples, mas é impressionante o número de pessoas que continuam a acumular novas compras, o que faz com que as suas dívidas totais de cartões de crédito permaneçam constantes. Não me interessa se tem de destruir o seu cartão de crédito, aprisioná-lo num bloco de gelo ou que tenha de comer apenas e literalmente um pão com manteiga. Para sair de um buraco, antes de mais nada, tem de parar de cavar.
Não pense nos termos de se estar a privar. Pense em todo o dinheiro que poupa e que usa para reduzir as suas dívidas e para comprar a sua liberdade. Está a comprar a sua liberdade do stress financeiro.
Conselho n.º 2 – Pague o saldo mais baixo primeiro
É um dos conselhos mais antigos e mais sábios sobre as dívidas de cartões de crédito: pague em primeiro lugar a conta com saldo inferior, não necessariamente aquela com um saldo maior ou com juros maiores. A razão é que cada cartão tem um pagamento mínimo. Se falhar um pagamento, a sua pontuação de crédito será atingida, o que significa que as taxas de juro poderão aumentar ainda mais.
Ao pagar a sua dívida menor em primeiro lugar, então poderá pegar no pagamento que estava a fazer para essa conta e aplicá-lo na próxima conta mais baixa. Esta técnica foi apelidada de "snowballing" (efeito bola de neve) pelos consultores financeiros, porque é como se rolássemos uma bola de neve por uma gigantesca montanha abaixo. Passado algum tempo, a quantia que envia para cada um dos restantes cartões de crédito será mais alta. Se tiver feito as coisas em condições, quando chegar à dívida final, estará a fazer pagamentos gigantescos, obliterando a dívida com tudo o que tem.
Conselho n.º 3 – Tente negociar um plano de amortizações
Se está a pensar em declarar falência, poderá tentar negociar primeiro um plano de amortizações de dívidas, que poderá possibilitar o pagamento de 25 cêntimos por cada euro devido.
