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Concentre-se numa Métrica de Avaliação na Bolsa!

Escrito por  Joshua Kennon
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Como amante da Apple, Inc. (e como alguém que gasta dezenas de milhares de euros por ano em hardware e software da Apple para a minha sede de empresa), sinto-me incrivelmente entusiasmado com os feitos do Steve e da sua equipa. Os resultados para os investidores da Apple têm sido notáveis. Aqui fica uma citação de uma reportagem:

"Quando Steve Jobs assumiu a posição de CEO na Apple em 9 de Julho de 1997, as acções da Apple custavam 3,42 dólares e a empresa tinha uma capitalização bolsista de cerca de 3 mil milhões de dólares. Esta semana, as acções da Apple atingiram os 266 dólares com uma capitalização bolsista de 241 mil milhões de dólares - 80 vezes mais do que há 13 anos atrás. As acções da Microsoft, pelo contrário, passaram de 17,67 dólares para 31 dólares no mesmo período temporal - não atingindo sequer o dobro, não obstante ter gasto mais de 80 mil milhões de dólares em aquisições de acções próprias.

Qual é o meu problema? Mais uma vez, aqui fica um exemplo de como a maioria dos jornalistas financeiros é desorientada... nem sequer consideram os milhões e milhões de dólares que foram devolvidos aos accionistas da Microsoft em forma de dividendos pagos em dinheiro. O culto do preço das acções é uma das razões pelas quais é incrivelmente fácil ganhar dinheiro na bolsa.

Ainda de forma mais flagrante, ignoram uma métrica de avaliação. Se tivessem prestado atenção a isto, ter-se-iam apercebido que, há 13 anos atrás, a Microsoft conseguiu 30 dólares por acção, o que representava uma relação preço/lucro (PER) de 85,71 ou um lucro por acção de 0,01%. Por outras palavras, podia ter posto o seu dinheiro no banco e ter ganho 6,00% em certificados de aforro, naquela altura, sem qualquer risco, ou correri um risco enorme e comprar a Microsoft com resultados por acção de 0,01%. Hoje, a Microsoft tem uma relação preço/lucro (PER) de 17,01 e lucros por acção de 5,88%.

Visto de outro ângulo: por cada dólar que a empresa ganhou em 1999, o mercado recompensou a Microsoft em 85,71 dólares em preço por acção. Hoje em dia, o mercado valoriza a empresa de uma forma mais racional e apenas oferece 17,01 dólares em valor por acção em cada dólar ganho. Se os ganhos tivessem permanecido consistentes, a bolsa teria caído em 80%, limpando a riqueza dos investidores. Em vez disso, a Microsoft continuou a gerar quantidades infinitas de dinheiro através dos seus sistemas operativos, software, licenças de servidores, serviços de consultadoria e jogos electrónicos.

Devolveram quase todos os lucros aos accionistas sob a forma de dividendos em dinheiro e compra de acções próprias

Assim, o facto de as acções terem duplicado, mais o facto de os accionistas terem recebido vários dólares em dividendos por acção ao longo dos últimos 13 anos é um feito notável.

Até posso ser um menino da Apple, mas dizer que a Apple "ganhou" à Microsoft é como dizer que a criança que agora é um toxicodependente em heroína e em recuperação "ganhou" à criança que agora é um neurocirurgião de sucesso e formado em Harvard, porque a trajectória de um toxicodependente, agora que está limpo, está a melhorar de forma mais rápida do que a trajectória de vida do médico. Não podemos, na verdade, comparar dois negócios com base na cotação na Bolsa - apenas podemos avaliar desempenhos a nível da gestão ou das operações subjacentes. A Microsoft tinha o preço da perfeição há 13 anos atrás.

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Úlima modificação em Quarta, 29 Dezembro 2010 22:33
Joshua Kennon

Joshua Kennon

Joshua Kennon é um investidor privado, escritor e empreendedor. Escreve regularmente no seu blogue pessoal em www.joshuakennon.com e no Begginers Invest, que recomendamos.

Website: www.joshuakennon.com/
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