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Antes de investir compre uma casa

Escrito por  Admin
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Muitos investidores já compreenderam que quanto mais cedo começarem a investir mais oportunidades terão de enriquecer. Um jovem de 26 anos que invista mensalmente €500 acumulará um milhão de euros quando chegar aos 60 assumindo uma rentabilidade média anual de 8%. É este o poder da acumulação de ganhos sobre ganhos: permite gerar um efeito bola de neve onde quem se mantém mais tempo no jogo mais ganha. No entanto, um dos investimentos mais importantes que um jovem pode fazer continua a ser na sua casa.

Porque é a casa um bom investimento?

Antes de mais, investir numa casa tem uma vantagem que nenhum investimento em acções possui. É que pode viver nela e, em todo o caso, precisa sempre de um lugar para viver.

Do ponto de vista da valorização do seu investimento, uma casa tem a vantagem de se valorizar a longo prazo. Investir numa casa é uma excelente forma de se proteger contra a inflação e fazer render o seu dinheiro. Por muito que as pessoas se lamentem dos efeitos da bolha especulativa sobre o mercado imobiliário do final da década de 90, a verdade é que as casas em geral se continuam a valorizar (embora a taxas mais modestas) enquanto já não podemos dizer o mesmo do mercado de acções.

É verdade que o mercado imobiliário está sujeito a bolhas como qualquer outro mercado com grande liquidez. As taxas de retorno elevadas atraem mais investidores com objectivos de retorno rápidos, o que impulsiona a oferta. Por sua vez, a oferta torna-se excessiva e resulta numa descida generalizada dos preços. No longo prazo, uma casa bem localizada, numa zona central ou em grande crescimento demográfico e com boa qualidade de construção resulta na maior parte das vezes num bom investimento.

Do ponto de vista financeiro, investir numa casa tem ainda a vantagem de permitir um acesso a um capital relativamente barato. Quando comparamos um financiamento à habitação com outras modalidades de crédito, nomeadamente crédito pessoal, automóvel e ao consumo, verificamos que é relativamente mais acessível.

Actualmente são permitidos períodos de concessão de crédito até 50 anos. Embora sejam legais e criem a ilusão de custos mais baixos, estes períodos tão longos são na verdade muito mais onerosos e, na maior parte dos casos, desaconselháveis. Veja-se a título de exemplo a nossa calculadora on-line que permite comparar a prestação de três modalidades de crédito à habitação: a 15, 30 e 50 anos.

No caso de um empréstimo a de €100.000 a uma taxa de 4%, o montante total a pagar em cada um dos casos seria:

  • 15 anos: €133.144,20
  • 30 anos: €171.871,20
  • 50 anos: €231.426,00

Do ponto de vista fiscal, o investimento numa casa também oferece vantagens: são dedutíveis à colecta 30 % dos encargos com habitação própria e permanente (componente juros e amortização de capital) com o limite de €591. Nenhum outro modelo de financiamento oferece esta vantagem fiscal.

Quanto à realização de mais-valias na venda de uma habitação, também existe a possibilidade da sua tributação ser anulada desde que seja reinvestida na aquisição de uma outra habitação própria e permanente (sem recurso ao crédito) no período entre dois anos antes até dois anos após a realização da mais-valia.

Uma vez mais, favorece-se o investimento a longo prazo do ponto de vista fiscal. Desde que a mais-valia não seja realizada, não existe tributação.

Por fim, investir numa casa antes de investir noutros mercados permite-lhe a paz de espírito de saber que não está a arriscar demasiado o bem-estar da sua família. É o ponto de partida para uma estratégia de investimento a longo prazo bem concebida.

A maior parte dos gestores foi foi treinada para aquilo que mais despreza: burocratas.

Alvin Toffler, escritor e futurista


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Úlima modificação em Segunda, 14 Março 2011 21:45