Investidores/Devedores
Pessoas, companhias, fundos de vários tipos que regularmente transaccionam acções, obrigações ou outros instrumentos financeiros emitidos para financiar empresas com o fito, uns de obterem fundos para investirem na expansão das empresas ou aplicarem em tesouraria, outros para obterem ganhos na forma de pagamentos periódicos (juros/dividendos) e de capital, sem que disso façam profissão. Eventualmente, é impossível estabelecer uma demarcação conceptual absoluta entre investidores e especuladores, porque quando compro uma acção, por exemplo, de certa forma estou a especular, pois espero que o seu preço suba. Reservar-se-á o termo "especulação" para os investidores profissionais.
Hedgers
São os que transaccionam nos mercados de derivados e de seguros, comprando ou vendendo com o objectivo de cobrirem riscos a que estão expostos.
Especuladores
A Venda curta ou Short selling ou Venda a descoberto consiste vender um determinado activo sem o deter, tomando acções, por exemplo, de empréstimo e vendendo-as logo no mercado; se depois o preço baixar, o especulador volta a comprá-las e vende-as a quem pediu emprestado. A CMVM proíbe o short selling de acções de bancos.
O objectivo de um especulador é obter ganhos de capital comprando ou vendendo curto, activos com o propósito de beneficiarem de flutuações previsíveis mas incertas dos seus preços ao longo de um certo período de tempo. A actividade de especulação tem, portanto, risco elevado.
Arbitragistas
São aqueles que obtêm lucros explorando diferenças no preço de um bem homogéneo que, num determinado instante do tempo, ocorrem entre vários locais do mercado. Ao contrário da especulação, a arbitragem não envolve qualquer risco. Mas outra característica distingue as duas operações. Nos casos de especulação, a ordem de compra e a de venda não são no mesmo momento de tempo mas em arbitragem as ordens são simultâneas.
