Caso Português
No caso português, existem diversas versões do PSI. Com efeito, observa-se a existência do PSI‐Geral (rentabilidade total e inclui todos os títulos), o PSI 20 (contempla os vinte títulos mais líquidos e é não ajustado pelos preços), o PSI 20 TR (contempla os vinte títulos mais líquidos e rentabilidade total) e O PSI 20 que é o principal Index da Euronext Lisboa. Este índice é composto pelas maiores empresas portuguesas no Mercado de Capitais, sendo desta forma considerado o 'Portuguese Stock Index', ou seja, o principal índice de referência do Mercado de Capitais português. O valor base deste índice remonta a 31 de Dezembro de 1992: 3000 pontos.
O PSI 20 é o índice de referência no mercado da bolsa nacional, reflectindo a evolução dos preços das vinte emissões de acções de maior dimensão e de maior liquidez seleccionadas do universo das empresas admitidas à negociação no Mercado de Cotações Oficiais. A capitalização bolsista das emissões que compõem o índice PSI‐20 é ajustada pelo Free Float, não podendo cada emissão ter uma ponderação superior a 20% nas datas de revisão periódica de carteira.
O PSI 20 foi lançado com dupla finalidade: servir de indicador da evolução do mercado accionista português e servir de suporte à negociação de contratos de futuros e opções. Devido às suas características, o índice tem vindo a ser seleccionado pelo mercado para servir de subjacente a produtos estruturados cuja rentabilidade depende (de uma ou de outra forma) do comportamento do mercado bolsista português.
Normalmente, os índices ponderados pelo valor de mercado ou pelo número de títulos são do tipo peso total, isto é, todas as acções emitidas são consideradas. O tipo ajustado pelo float é distinto. No caso do PSI 20 há algum ajustamento em função do float mas também para prevenir que um qualquer título tenha, por si só, um peso excessivo (superior a 20%).

