Existe o risco de o valor de um investimento falhar e de o retorno ser abaixo do que se esperava. Os riscos de investimento podem ser divididos em categorias mais específicas, mas o que nos interessa é compreender o risco em geral, já que é provável que se vá deparar com todas essas categorias à medida que aprofunda os seus conhecimentos.
Os investidores têm de ter noção do risco, mas não se devem amedrontar com ele. Ninguém gosta da ideia de perder o dinheiro que custou a ganhar, mas a verdade é que há uma relação entre o risco e o retorno. Um risco maior envolve uma perda potencial maior, mas também pode significar um retorno maior. Ter aversão ao risco e optar apenas pelos investimentos mais seguros faz com que se fique exposto a outro risco, o da inflação. No caso dos objectivos a longo prazo, a inflação é sempre o maior risco. Se o dinheiro não crescer o suficiente, não se vai ser capaz de ficar à frente da inflação e não se vai conseguir acumular riqueza suficiente a tempo de cumprir objectivos futuros importantes.
O risco está relacionado com aquilo a que se chama volatilidade do mercado (a taxa relativa a que o preço de um bem sobe ou desce). A taxa de mudança no movimento dos preços de segurança, para cima ou para baixo, é a medida de volatilidade. Recentemente, os mercados têm apresentado muita volatilidade. Isto leva ao desassossego dos investidores, mas acaba por ser benéfico para o mercado. O crescimento e a volatilidade andam de mãos dadas e não se pode ter uma sem a outra. Não conseguir cumprir os objectivos a longo prazo é pior do que aguentar os altos e baixos do mercado.
O risco de investimento pode ser explicado imaginando uma pirâmide com os investimentos dispostos em hierarquia de cima para baixo, mediante o risco. Nessa pirâmide, em ordem descendente, teríamos os contratos de futuros e opções, acções muito especulativas, obrigações com uma notação de rico muito baixa (junk bonds), acções de crescimento agressivo, acções de empresas em grande crescimento, acções de grandes empresas (blue chip), obrigações de empresas de topo, acções preferenciais, contas em divisas estrangerias, certificados de depósitos, títulos de tesouraria e contas de poupança. Os contratos de futuros estariam no topo da pirâmide, enquanto que os títulos de tesouraria e as contas poupança estariam na base. Quanto mais se sobe na pirâmide, maior o risco, quanto mais se desce, menor o risco. Quanto maior o risco, maior o potencial de retorno.
A boa notícia é que se pode tirar proveito desta relação risco - retorno, ao mesmo tempo que se minimiza a exposição ao risco. Um bom antídoto é a diversificação. Este é um processo de redução de risco uma vez que distribui o dinheiro do seu investimento em diferentes tipos de bens. Este processo chama-se gestão de activos (asset allocation) e consiste em determinar que porção da sua carteira vai ser destinada a diferentes categorias de bens. Por exemplo, um investidor pode definir 50% da carteira para acções, 30% em obrigações e 20% em equivalentes monetários (tesouraria, mercado de câmbio ou CDs).
Todos os investidores têm uma tolerância ao risco diferente, mediante questões como a idade e o tempo que podem continuar a investir para atingir os objectivos pessoais. São esses factores que é preciso ter em conta quando se decide como dividir os investimentos em diferentes classes. Existem investidores conservadores, moderados e agressivos. Normalmente, quanto mais novo o investidor e maior o tempo para atingir os objectivos pessoais, maior o risco que pode ser tomado, já que o tempo acaba por apagar as subidas e descidas do mercado e há o potencial para um crescimento de carteira em valor.
O risco faz parte do investimento e apesar de os investidores terem de estar atentos a isso, não deve ser uma fonte de medo. O risco pode ser gerido com eficácia, recorrendo a práticas como a diversificação, o que vai permitir que a carteira de um investidor cresça com o tempo, de modo a atingir os objectivos financeiros importantes.

