Ao diversificar, o investidor está a distribuir o risco por várias classes de activos, cujo valor flutua no mercado de maneiras diferentes.
Embora diversificar não garanta sempre resultados positivos, a diversificação é uma componente obrigatória em qualquer carteira de investimentos que reduz significativamente o risco.
Que formas de diversificação podemos usar para reduzir o risco?
Para reduzir o risco, o investidor pode optar por investir em diferentes tipos de activos. Pode investir uma parte do seu património em acções, outra em obrigações e outra ainda em imobiliário. Desta forma, quando o mercado de acções cair, ele mantém a sua rentabilidade nas outras classes de activos: as obrigações e o imobiliário. Se, passados uns tempos, o mercado imobiliário estiver em baixa, ele terá a hipótese de cobrir esse risco com a valorização das acções.
É mais difícil dar-se uma queda no valor de todos os activos em simultâneo e é quase certo que enquanto o valor de uns sobe, o de outros desce, mantendo-se assim uma maior cobertura do risco. Este conceito é de compreensão fácil e pode ser utilizado de diversas formas.
O investidor também pode diversificar investindo em diferentes geografias, sabendo que enquanto umas atravessam fases de expansão, outras poderão estar com níveis de crescimento mais modestos. Assim, por exemplo, se vai investir em acções, ele pode optar por investir parte do seu capital em acções nacionais e outra parte em acções estrangeiras. Actualmente, com a negociação de acções através da Internet, é muito fácil fazê-lo; pode comprar acções das principais praças financeiras mundiais da mesma forma que compra acções da empresa do outro lado da rua (pese embora o facto de ter que suportar custos de transacção mais elevados).
A diversificação internacional já foi mais eficaz do que é actualmente, quando as grandes economias não estavam tão dependentes umas das outras. Aliás, a crise financeira mundial comprova este facto, com a crise da economia norte-americana a contagiar-se rapidamente à Eurpoa, Ásia e mesmo às economias emergentes, deixando os investidores com falta de alternativas de investimento. Por outro lado, as empresas estão, elas próprias, mais internacionalizadas e cada vez menos dependentes dos seus mercados domésticos.
Se o investidor não dispõe do tempo ou se não se interessa o suficiente sobre o assunto, pode diversificar investindo em fundos de investimento tradicionais ou em Exchange Traded Funds (ETF). Porque este tipo de activos já são uma colecção de diferentes categorias de investimento, permitem uma diversificação mais rápida e eficaz. Para se conseguir uma diversificação semelhante à de um fundo de índice, por exemplo, seria necessário ter em carteira dezenas (talvez centenas) de acções, o que, para além da dificuldade, implicaria ter de suportar comissões com a compra de todos estes títulos.
Com os fundos de investimento, um investidor pouco experiente pode começar a construir a sua carteira com um nível de diversificação muito interessante.
Para se diversificar com eficácia é necessário compreender:
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as variáveis que determinam a valorização de diferentes activos;
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os níveis de risco associados a cada classe de activos.
Saber diversificar também implica saber quando se deve parar de o fazer
Diversificar em excesso é um problema que resulta da falta de experiência de alguns investidores. Na tentativa de diversificar o risco, alguns investidores vão acumulando activos de características diferentes. O resultado por vezes é a "sobre-diversificação", a diversificação em excesso. Nestes casos, a carteira de investimentos vai assemelhar-se a um fundo de índice, isto é, vai reflectir um desempenho muito semelhante ao de um índice de mercado (com a desvantagem de suportar custos com comissões muito superiores ao que obteria se investisse directamente num ETF).
Em resumo: a diversificação, quer do tipo de activos, quer dos mercados em que se investe, sendo obrigatória para qualquer investidor sensato, tem um limite: diversificar em excesso pode reduzir o risco mas também vai reduzir o retorno da carteira de investimentos.

