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Conselhos sobre as dívidas do cartão de crédito

Escrito por  Joshua Kennon
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Recentemente, uma familiar mais afastada quis alguns conselhos sobre as dívidas do seu cartão de crédito, porque colocou-se numa posição de dever aproximadamente 30 mil euros, a uma taxa de juro média de 20%. Isto significa que estava a pagar 6 mil euros por ano, ou 500 euros por mês, em juros que não podem ser deduzidos fiscalmente.

O rendimento do seu agregado era cerca de 72 mil euros por ano, o que significa que com os custos com habitação, impostos, seguros e outras despesas, as dívidas com o cartão de crédito lhe levavam quase 35% do seu rendimento líquido, já contando com o pagamento do capital. Esta é uma enorme frustração: ver €1 em cada €3 que ganha do seu rendimento sair para pagar ao banco, enquanto o seu saldo quase nem se mexe.

Existem três bons conselhos para amortizar as dívidas do cartão de crédito:

  1. Pare de Gastar;
  2. Pague o saldo mais baixo primeiro; e
  3. Tente negociar um plano de amortizações

Conselho n.º 1 – Pare de Gastar

Isto parece simples, mas é impressionante o número de pessoas que continuam a acumular novas compras, o que faz com que as suas dívidas totais de cartões de crédito permaneçam constantes. Não me interessa se tem de destruir o seu cartão de crédito, aprisioná-lo num bloco de gelo ou que tenha de comer apenas e literalmente um pão com manteiga. Para sair de um buraco, antes de mais nada, tem de parar de cavar.

Não pense nos termos de se estar a privar. Pense em todo o dinheiro que poupa e que usa para reduzir as suas dívidas e para comprar a sua liberdade. Está a comprar a sua liberdade do stress financeiro.

Conselho n.º 2 – Pague o saldo mais baixo primeiro

É um dos conselhos mais antigos e mais sábios sobre as dívidas de cartões de crédito: pague em primeiro lugar a conta com saldo inferior, não necessariamente aquela com um saldo maior ou com juros maiores. A razão é que cada cartão tem um pagamento mínimo. Se falhar um pagamento, a sua pontuação de crédito será atingida, o que significa que as taxas de juro poderão aumentar ainda mais.

Ao pagar a sua dívida menor em primeiro lugar, então poderá pegar no pagamento que estava a fazer para essa conta e aplicá-lo na próxima conta mais baixa. Esta técnica foi apelidada de "snowballing" (efeito bola de neve) pelos consultores financeiros, porque é como se rolássemos uma bola de neve por uma gigantesca montanha abaixo. Passado algum tempo, a quantia que envia para cada um dos restantes cartões de crédito será mais alta. Se tiver feito as coisas em condições, quando chegar à dívida final, estará a fazer pagamentos gigantescos, obliterando a dívida com tudo o que tem.

Conselho n.º 3 – Tente negociar um plano de amortizações

Se está a pensar em declarar falência, poderá tentar negociar primeiro um plano de amortizações de dívidas, que poderá possibilitar o pagamento de 25 cêntimos por cada euro devido.

«Quando não consigo resolver os acontecimentos, deixo que eles se resolvam por si próprios.»

Henry Ford, fabricante de automóveis


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Úlima modificação em Segunda, 07 Fevereiro 2011 16:44
Joshua Kennon

Joshua Kennon

Joshua Kennon é um investidor privado, escritor e empreendedor. Escreve regularmente no seu blogue pessoal em www.joshuakennon.com e no Begginers Invest, que recomendamos.

Website: www.joshuakennon.com/
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