Hoje estive a desenhar umas folhas de cálculo para a minha irmã mais nova (eu tenho quase 30 anos e ela ainda nem sequer tem 16). A diferença no património líquido que resulta de uma única decisão - quando é que ela irá começar a investir - é impressionante.
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Se ela começar hoje e poupar €10.000 por ano e investir esse montante a uma taxa de 10%, quando chegar aos 31, terá um património financeiro de €317.557 nas suas contas.
- Se ela esperar até aos 22, depois de acabar a sua licenciatura, terá de poupar €23.400 por ano para atingir o mesmo objectivo. Isso representa mais de 250% de esforço de poupança que ela terá de fazer anualmente, o que é uma meta muito mais difícil de alcançar.
A grande chave é que ela terá de poupar cada cêntimo por si mesma. Eu vou ajudá-la a investir o dinheiro mas ninguém lhe vai dar dinheiro (excepto uma acção da Coca-Cola e um plano de reinvestimento de dividendos que lhe oferecemos).
O poder do juro composto é tal que favorece fortemente aqueles que começam cedo. Será que ter 31 anos de idade e não ter dívidas se pode considerar muito dinheiro? Não. Mas é uma auto-realização quando pensamos que a maior parte das pessoas vive exclusivamente do seu ordenado. O mais importante é que será dinheiro que ela ganhou. Nada de subsídios, empréstimos, roubos ou aldrabices. Tudo virá de trabalho duro e honesto, poupanças e paciência.
Também tornará a vida muito mais fácil. Imagine que ela decide construir apartamentos. Será muito mais fácil para ela obter capital se ela for capaz de arranjar dinheiro por si própria.
Agora só tenho de a convencer que ela faz as coisas exactamente como lhe digo, e eu escolho as acções. Eu posso torná-la mais rica a fritar hambúrgueres enquanto ela é adolescente do que a maioria dos médicos mais jovens.
