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Ao contrário das acções que representam o capital das empresas, as obrigações representam dívida, isto é, são uma forma de financiamento de empresas. Os investidores emprestam dinheiro a uma empresa quando compram as suas obrigações. Em troca, a empresa paga um "cupão" de juros em intervalos pré-determinados, que podem ser anuais ou de seis em seis meses, e devolve o capital em dívida na data de vencimento, terminando o empréstimo.
A análise técnica é o método utilizado pelos investidores para analisar e prever a evolução dos preços futuros de diversos activos - acções por exemplo - baseando-se nos movimentos de preços históricos. É um contraste em relação à análise fundamental, que lida com influências macro e micro económicas. A forma mais comum de investir é colocando dinheiro em activos transacionáveis num mercado regulamentado, como acções, obrigações e fundos de investimento ou em equivalentes de dinheiro, como títulos de tesouraria ou mercados de câmbio. Investimos porque temos uma série de objectivos: poupar para comprar uma casa, para a reforma ou para pagar a faculdade dos nossos filhos. Investimos na expectativa de receber um retorno do nosso investimento, normalmente sob a forma de mais-valias, de dividendos ou de juros.
Mas nunca há garantias. Independementemente do tipo de investimento, há sempre uma componente de risco...
A análise fundamental é a metodologia usada pelos investidores para avaliar empresas a partir da sua informação económica e financeira. Sabendo estimar o valor de uma empresa a partir dos seus números, é possível comparar esse valor com o valor que o mercado lhe atribui. Existem diversos tipos de obrigações à disposição dos investidores. Conhecê-los e saber quais são as suas principais características é fundamental para a construção de uma estratégia de investimento. Já se publicaram milhares de livros sobre como fazer muito dinheiro nos mercados. Todo esse conhecimento acerca do mercado pode ser dividido entre a análise técnica e a análise fundamental. Mas qual é a mais importante ou válida? A duration é uma das coisas mais importantes a compreender quando se está a gerir um portefólio de obrigações e outros activos de rendimento fixo. Bem gerida, a duration das obrigações pode permitir obter enormes mais-valias. Se mal gerida, pode limpar rapidamente um portefólio supostamente conservador num instante. Este é precisamente o tipo de tópico que é importante mas não pode ser discutido porque iria assustar os novos investidores.
Na valorimetria de activos financeiros é fundamental distinguir valor e preço. Preço é a cotação de mercado à qual o activo pode ser transaccionado enquanto Valor corresponde ao preço de referência determinado por critérios de valorimetria pelo que nos permite saber se o título está barato ou caro no mercado e, por essa via, se o devemos vender ou comprar. Os mercados podem ser classificados relativamente ao prazo das operações. Neste sentido, podemos ter um Mercado de Capitais, que é o segmento de longo prazo do mercado financeiro (formas de financiamento são feitas a mais de um ano). Por sua vez, este subdivide-se em dois mercados, o Mercado de Acções que disponibiliza financiamento através da emissão de acções comuns ou preferenciais e o Mercado de Obrigações, através da emissão de títulos de dívida. Há uma razão pela qual tendo a ser mais favorável aos investimentos em participações no capital (ações) do que em investimentos em rendimentos fixos (obrigações), quando falamos em investimentos a longo prazo e a razão pela qual muito do conteúdo que escrevo é focado na Bolsa de Valores. A história mostra-nos que ser proprietário de um negócio – uma ação é isso mesmo: um pouco da propriedade sobre uma empresa – gera os melhores lucros a longo prazo, desde que não pague demasiado dinheiro. A maioria dos investidores não têm a experiência escolher ações isoladas e, por isso, os fundos de investimentos de baixo custo são a melhor opção, conforme expliquei num artigo anterior. |
