No mundo empresarial, tudo acontece a 200km/hora. Essa azáfama de telefonemas, emails, marcações, reuniões, lidar com colegas, fornecedores e clientes, actualizar-se nas novas tecnologias, frequentar formação, etc. poderá fazer com que esqueçamos (caso tenhamos aprendido!) algumas regras essenciais no quotidiano do trabalho. Todos corremos riscos de descurar algo fundamental: a etiqueta.

Já alguma vez lhe aconteceu sentir-se invadido no seu espaço? Já sentiu que alguém se estava a aproximar em demasia de si? Alguém se debruçou sobre a sua secretária ocupando o seu "espaço pessoal"? Já reflectiu se tem uma "bolha" muito pequena ou muito grande?

Cada vez que saímos à rua, quer queiramos quer não, transmitimos algo aos outros apenas pela forma como vestimos. "O vestuário é comunicação", afirmou Umberto Eco na obra "A Psicologia do Vestir".
Em todos os momentos negócios há o chamado "momento morto".
É o momento que não é próprio para fazer negócios, mas sim para preparar o ambiente, dar o tom certo, conquistar o convidado (que pode ser um cliente ou parceiro) e saber "fazer sala". Também se aplica como arte de finalização: no final de uma longa reunião, de negociações detalhadas ou outras situações, é necessário imprimir um ambiente informal.
A sabedoria popular costuma dizer que "não há amor como o primeiro".
Em psicologia, este efeito é conhecido como o "efeito de primazia" e foi constatado por investigadores da psicologia experimental em experiências de diversos tipos com seres humanos, levadas a cabo em laboratórios específicos. Daí que facilmente tenha sido aplicado a outras coisas como, por exemplo, às primeiras impressões.
Caril de negócios?
Cada vez mais empresas incentivam as refeições de negócios. Algumas reservam este privilégio apenas para alguns colaboradores e para clientes especiais, mas se a prática tem permanecido no tempo há tantas décadas (se não mesmo séculos!), então deve ter valor.

Já tivemos oportunidade de reflectir sobre as vantagens e desvantagens das refeições de negócios. Agora, torna-se imperativo falar da etiqueta nessa mesa de negócios. Influenciados também pela nossa atitude de "à moda portuguesa", parece que os empresários portugueses abraçaram esta prática de convidar clientes e parceiros para uma refeição de negócios.

Já sentiu que não há dia que não passe que não ouçamos a palavra crise? Faça essa experiência no seu dia-a-dia e eu aposto que ouvirá a palavra "crise" várias vezes ao dia!

Vi recentemente um artigo que escreveu sobre a etiqueta no local de trabalho. Posso acrescentar que penso que o maior erro que as pessoas cometem, no que respeita a etiqueta no trabalho, é não respeitar o local de trabalho dos outros. Posso trabalhar num cubículo aberto e pequeno, mas não deixa de ser meu. Deixe-o em paz.